Moradores denunciam falta de água, energia e infraestrutura no Loteamento Morada Grega, em Conceição do Jacuípe
Residentes afirmam que compraram e quitaram os lotes, mas ainda enfrentam falta de acesso a serviços básicos

Moradores do Loteamento Morada Grega, localizado no bairro Baldez, em Conceição do Jacuípe, denunciaram ao FALA GENEFAX problemas de infraestrutura que, segundo eles, persistem mesmo após a compra e o pagamento dos lotes. Entre as principais reclamações estão a falta de água, iluminação pública insuficiente, ruas sem infraestrutura adequada e dificuldades para o acesso de veículos e serviços de emergência.
Segundo os residentes, parte dos compradores já quitou os terrenos, mas as melhorias esperadas no loteamento não teriam sido concluídas. Eles também relatam dificuldades para obter respostas da responsável pelo empreendimento.
Uma das moradoras afirmou que a situação tem afetado diretamente a rotina das famílias que vivem no local.
“Infelizmente, a situação é deplorável para a gente. Não podemos sair à noite. Se acontecer uma emergência, o carro não vem. Temos filhos e estamos passando por uma situação como se fôssemos indigentes. Estamos esquecidos e ninguém atende o telefone. A gente quer uma solução”, relatou.
Os moradores afirmam ainda que fizeram um abaixo-assinado em 26 de maio de 2025 e encaminharam o documento à Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e à Prefeitura de Conceição do Jacuípe, mas dizem não ter recebido uma resposta definitiva para os problemas.
Falta de iluminação preocupa
A iluminação pública também é apontada como um dos principais problemas. Conforme os moradores, alguns braços de iluminação foram instalados, mas ainda existem diversos pontos completamente escuros.
“Chegaram uns cinco braços de energia, mas o restante é só escuridão”, disse uma moradora durante a denúncia.
A falta de iluminação, segundo os residentes, dificulta a circulação de pessoas durante a noite e aumenta a preocupação com a segurança. Eles afirmam que moradores precisam utilizar refletores particulares para conseguir iluminar algumas áreas.
Uma residente contou que a situação interfere até mesmo na rotina de trabalhadores e familiares que precisam sair de casa nas primeiras horas do dia.
Dificuldades com abastecimento de água
O abastecimento de água também aparece entre as principais reclamações. Uma moradora afirmou que precisa comprar água com frequência para conseguir atender às necessidades básicas da casa. “R$ 35 por mil litros de água, que não dá nem para passar a semana”, afirmou.
Outra residente relatou que a falta de água prejudica principalmente as famílias com crianças. “Quem aguenta pagar por água toda semana ou de três em três dias? A gente não tem condições”, disse.
Compradores afirmam ter quitado os lotes
Durante a denúncia, moradores apresentaram comprovantes de pagamento e afirmaram que alguns terrenos já foram totalmente quitados.
Uma das residentes contou que comprou o lote há cinco anos e concluiu o pagamento em abril deste ano. “Esse aqui foi quitado no mês de abril. Fez cinco anos da nossa compra. Até o dia de hoje, nada”, afirmou.
Outra moradora disse que chegou a pagar R$ 13 mil de entrada e parcelou o restante do valor. Segundo ela, mesmo após a quitação, problemas relacionados à infraestrutura e à documentação continuam pendentes. “A prioridade aqui para a gente é a energia e a água”, relatou.
Falta de energia também afeta moradores que precisam de medicamentos refrigerados
Entre os relatos, uma moradora afirmou que precisa manter medicamentos refrigerados e que já teve prejuízos por causa das interrupções no fornecimento de energia. “Eu sou insulínica, já perdi a insulina. Tem remédio que precisa ser conservado na geladeira. Eu compro e não tenho condições de manter por falta da energia”, contou.
Os moradores também relatam dificuldades para o atendimento médico em situações de emergência, devido às condições de acesso ao loteamento.
Segundo eles, veículos têm dificuldade para chegar a algumas áreas, principalmente durante a noite.
Moradores dizem não conseguir contato com responsável pelo loteamento
Outra reclamação envolve a comunicação com a responsável pelo empreendimento. Os moradores afirmam que tentaram contato por telefone e mensagens, mas não estariam conseguindo obter respostas.
Uma das residentes disse que chegou a procurar o antigo escritório e também tentou contato por meio de familiares da responsável. “Não existe mais o escritório dela. Ligação ela não atende, mensagem ela não responde. Eu peço a sobrinha dela para tentar contato, mas ela não responde também”, afirmou.
Os moradores também questionam a ausência de escrituras dos terrenos, mesmo entre pessoas que afirmam já ter quitado os pagamentos. Eles afirmam que continuam pagando suas obrigações relacionadas aos terrenos e cobram que os problemas de infraestrutura sejam solucionados.
O FALA GENEFAX tentou entrar em contato com a responsável pelo Loteamento Morada Grega, identificada como a advogada Angelis, para obter esclarecimentos sobre as reclamações apresentadas pelos moradores. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
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