A família do congolês Moïse Kabagambe, morto após ser agredido na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, não quis assumir os quiosques Biruta e Tropicália e vai desistir da concessão, confirmou o procurador da comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Rodrigo Mondego.
A informação foi dada pelo jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. “Eles desistiram de assumir, não querem mais, por medo”, disse o advogado.
A ideia é marcar uma conversa com a prefeitura e Orla Rio na segunda-feira (14/2). Segundo Mondego, outras alternativas poderão ser discutidas para um local de homenagem a Moïse, ou até assumir outros quiosques em locais diferentes.
O acordo para a concessão havia sido firmado e entregue à família de Moïse pelo prefeito Eduardo Paes e o secretário da Fazenda e Planejamento, Pedro Paulo Carvalho, nesta segunda-feira (7/2).
A Orla Rio é a concessionária detentora dos direitos da concessão pública dos dois quiosques.
Eduardo Paes tinha explicado que a concessão dos dois quiosques ficaria com a família de Moïse até fevereiro de 2030.
Memorial e centro cultural
Segundo a prefeitura do Rio, os quiosques Biruta e Tropicália serão transformados em um memorial e ponto de transmissão da cultura de países do continente africano.
O secretário municipal da Fazenda, Pedro Paulo Carvalho, disse que a transformação do quiosque é uma forma de reparação à família. E vai ser um espaço público de lembrança para que a barbárie não seja esquecida e não se repita.
Ele acrescentou, ainda, que as oportunidades de emprego ligadas aos dois quiosques deverão, também, ser oferecidas a refugiados africanos residentes no Rio.
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