A Justiça condenou Cátia Regina Raulino a pagar multa e indenização por danos morais. A decisão foi homologada nesta quinta-feira (10/2). A falsa professora também terá que declarar que plagiou obras de ex-alunos, que foram publicadas em um livro como se fossem de sua própria autoria.
Cátia terá que pagar R$ 5 mil em multa e outros R$ 25 mil por danos morais ao verdadeiro autor da obra plagiada.
As notas de declaração de que ela assinou a obra intelectual de outra pessoa terão que ser publicadas tanto pela editora do livro quanto por revistas especializadas. A Justiça também determinou que ela se retrate nas redes sociais e divulgue a verdadeira autoria do trabalho plagiado. Caso descumpra, terá que pagar multa diária de R$ 500,00, limitada ao valor máximo das ações da condenação.
Além do crime de plágio, Cátia Raulino também é investigada por estelionato, falsificação de documento público e falsidade ideológica após lecionar em cursos de Direito, em faculdades de Salvador, sem ter o diploma de graduação e de comprovação dos cursos que disse possuir.
O processo ainda está em andamento e a acusada responde em liberdade, sob medidas cautelares.
Relembre o caso
Cátia Raulino dizia ser formada em Direito, com mestrado, doutorado e pós-doutorado, e passou a ser investigada depois que alunas de uma faculdade particular em Salvador denunciaram que tiveram artigos plagiados por ela.
Um dos advogados formados em uma das turmas que a falsa professora lecionava acionou o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) contra ela, pedindo indenização de R$ 30 mil.
A acusada chegou a apresentar documentos à polícia para tentar comprovar que os títulos eram reais, mas o delegado Antônio Carlos Magalhães, titular da delegacia da Boca do Rio (9ª DT), que investigou o caso, disse que nenhum deles era um diploma ou equivalia aos títulos que Cátia dizia possuir.
Cátia atuou como professora e coordenadora de faculdades particulares da capital baiana. Ela divulgava o trabalho nas redes sociais, porém, um dos perfis, que tinha mais de 180 mil seguidores no Instagram, foi desativado.
Cátia também trabalhou por cerca de um ano no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Por meio de nota, à época do início das investigações, o TJ-BA informou que ela atuou no órgão entre fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, no cargo temporário de supervisor.
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