Sobe para 9 o número de mulheres que prestaram queixa contra ginecologista suspeito de assédio durante consultas

Subiu para 9 o número de mulheres que prestaram queixa contra o ginecologista Leonardo Palmeira, suspeito de cometer assédio sexual durante consultas no Centro Estadual de Oncologia da Bahia (Cican), em Salvador.
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Os Boletins de Ocorrência foram registrados na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) do bairro de Brotas. Segundo a Polícia Civil, o diretor da unidade já foi ouvido na unidade e o depoimento do médico está marcado.
No entanto, a polícia não detalhou o conteúdo do depoimento do diretor do Cican e nem disse quando Leonardo Palmeira será ouvido. O órgão falou que as vítimas continuam sendo ouvidas.
Denúncia
Uma das vítimas, que tem 26 anos e prefere não revelar o nome, afirmou que procurou Leonardo Palmeira apenas para apresentar o resultado dos exames preventivos realizados com outro profissional. De acordo com a paciente, o suspeito pediu para que ela refizesse a coleta e o abuso aconteceu após ela ter aceitado a solicitação do profissional.

Conforme ela, a consulta ocorreu em maio de 2020, mas ela só procurou a polícia quase dois anos depois, por medo e vergonha.
Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) informou que há uma sindicância aberta e que, durante o procedimento de investigação não vai comentar o caso. O profissional vai continuar afastado até a conclusão da investigação administrativa. De acordo com a portaria da Sesab, um corregedor da Saúde, um técnico de enfermagem e uma psicóloga são responsáveis pela apuração.
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) também se posicionou sobre o caso, informou que uma denúncia foi protocolada, seguindo medidas pertinentes.
Segundo o Cremeb, após análise inicial para identificação do denunciante e do autos processuais que compõem a denúncia, foi instaurada uma sindicância para apuração dos fatos.
Caso haja indícios de infração ética, será aberto um processo ético-profissional. No entanto, conforme o conselho, toda denúncia tramita em segredo de Justiça.

 

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