A vereadora Carol Dartora (PT), de Curitiba, relatou, nesta quarta-feira (9/2), ter sido atacada e ameaçada em rede social após participar de um protesto contra o assassinato do congolês Moïse Kabagambe.
A petista foi chamada de “macaca fedorenta”, “preta safada” e “filha de Satã”, dentre outras ofensas.
“O ato pedindo por Moïse e Durval tinha como objetivo o combate ao racismo. Estão aproveitando a distorção de sua finalidade e dos fatos para me ameaçar. Não entrei na igreja, mas não julgo quem expressa sua indignação. Nenhum tipo de violência deve ser tolerada”, escreveu Dartora em uma rede social.
Feminista, Dartora é a primeira vereadora negra eleita da história de Curitiba.
Moïse foi morto em 24 de janeiro, ao ser espancado com chutes, socos e golpes de taco de beisebol.
Já Durval Teófilo Filho, de 38 anos, foi morto pelo próprio vizinho, na porta de casa, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, na noite da última quarta-feira (2/2). Segundo a polícia, ele foi baleado ao ser confundido com um bandido.
Curitibanos realizaram um protesto neste sábado (5/2). Manifestantes tomaram a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos durante o ato.
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