INVESTIGAÇÃO: Polícia apreende celulares usados por mulher que matou os dois filhos; entenda melhor o caso com detalhes

A Polícia Civil investiga a morte dos irmãos Bruno Leonardo Ferreira da Silva, de 6 anos, e de Arthur Moisés Ferreira da Silva, de 3, na tarde de segunda-feira, em Guapimirim, na Baixada Fluminense.
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A mãe dos meninos, a dona de casa Stephany Ferreira Peixoto, de 36, é suspeita pelo crime. Segundo a Civil, os peritos apreenderam dois celulares: o da suspeita e o do filho de 15 anos, que ela usava para falar com o marido após a morte dos filhos. Os agentes também periciaram a residência e encontraram a arma do crime: uma faca mediana que estava no chão da cozinha. Imagens de câmeras de segurança da residência serão recolhidas. O objetivo é mostrar que nenhuma outra pessoa entrou na residência antes do crime.

As crianças foram mortas a golpes de faca na casa onde a família morava, no bairro Paiol. Stephany ainda tentou se matar, segundo a polícia, logo após o assassinato dos dois filhos. Ela foi socorrida ao Hospital Municipal José Rabello de Mello, onde ficou sob custódia até sair no início da tarde desta terça-feira para ser levada para o Complexo de Gericinó, em Bangu. No momento em que era transferida, parentes e amigos da família acompanhavam o velório dos irmãos, no Cemitério Municipal do Bananal, em Guapimirim.
Os agentes ainda não sabem a quantidade de facadas dada em cada criança, por isso esperaram que o laudo de necropsia seja entregue em até 15 dias.
“Queremos entender se ela tinha algum problema psicológico. O marido nega que ela fizesse tratamento médico, seja ele qual fosse. Por isso, vamos ouvir pessoas ligadas a ela. O marido e o filho, de 15 anos, que são os que estão ligados diretamente a ela”.  disse o delegado que atua no caso.
De acordo com a Civil, Stephany Ferreira Peixoto se recusou a prestar depoimento ainda no hospital e disse para os investigadores que só falaria em juízo.
A dona de casa vai responder por homicídio qualificado com dois agravantes: motivo fútil e impossibilidade de defesa das vítimas.
“Nos preocupamos no primeiro momento de dar uma pronta resposta. Ela está presa, autuada e a autoria está pronta. Agora, vamos analisar se ela tinha algum problema psíquico. O marido já foi ouvido , mas não tem condições. Uma vizinha também foi ouvida”. destaca o delegado, que comenta sobre a possível briga: “Queremos saber se houve alguma briga, até porque ouvimos uma informação de que na sexta-feira teria ocorrido um desentendimento”.

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