ABSURDO: Médico humilha colegas após ser informado que esposa não seria vacinada
Um médico, identificado pelo prenome de Ricardo, provocou uma confusão na fila de vacinação contra a Covid-19 instalada na Arena Fonte Nova, em Salvador. O caso, segundo profissionais da saúde que trabalham no local, aconteceu na quarta-feira (6/10).
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O posto funciona no esquema drive thru. Sem se identificar por medo, a enfermeira que fez o primeiro atendimento, ainda dentro do veículo, disse que a situação começou porque o médico queria que sua esposa fosse vacinada com a terceira dose do imunizante, mesmo ela não estando apta, por já ter tomado as duas primeiras em outro município.
“Pedi a identificação profissional [dela] e cartão de vacina. A esposa me deu o Coren [carteira do Conselho de Enfermagem]. Orientei ela ligar para o 156 pois tomou [a vacina] em outro município. Quando pedi o documento [do motorista], ele jogou o Cremeb [carteira do Conselho de Medicina] no meu rosto. Ele poderia tomar”.
Ainda de acordo com a servidora, o rapaz agiu com ignorância e desrespeito. “Orientei ele a descer do veículo para pegar o documento. Ele se recusou, dizendo que era médico. Ele desceu, pegou o documento e me disse que a esposa iria se vacinar. Ele se recusou a tirar o carro da fila. Quando pedi, ele saiu em alta velocidade”, lembrou.
No momento da briga, uma viatura da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Barbalho) chegou no local. “Ele [médico] não queria atender o que os policiais pediam. Ele se recusou a entrar na viatura, dizendo que era médico. Ele disse que estava dando trabalho aos policiais. Ele relatou que polícia é para prender bandido, não médico”, afirmou a enfermeira no programa Cidade Aratu, nesta quinta-feira (7/10).
Depois da situação, relatou ainda a profissional, todos os envolvidos foram levados para a 1ª Delegacia Territorial (DT/Barris). Na porta da unidade, mais briga: um vídeo flagra Ricardo discutindo com todos os envolvidos. “Você estudou alguma coisa na sua vida?”, questiona o médico a um técnico de enfermagem que proibiu o acesso do motorista às dependências da Arena Fonte Nova.
A profissional envolvida na situação ainda denunciou que o delegado plantonista se recusou a formalizar denúncia, mesmo com Ricardo estando em “visível estado em embriaguez”.
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