Henrique Harrison, o policial militar que foi alvo de comentários homofóbicos por uma foto de beijo em sua formatura, foi punido com uma repreensão por publicar um vídeo em seu canal no YouTube em que comenta como lidou com a sua orientação sexual dentro do ambiente militares.
O vídeo de Harrison foi publicado ainda no ano passado, após a cerimônia em que foi alvo de ofensas. Nele, o militar expõe como foi sua experiência ao assumir a sexualidade na corporação e comenta o episódio ocorrido na sua formatura.
“Nesse vídeo tinha um simulacro na minha cômoda. Então me imputaram por portar arma de fogo institucional em atividade estranha a policial militar”, explicou ele ao UOL.

Segundo Harrison, a decisão veio apenas em fevereiro deste ano. O policial afirmou que foi abordado na véspera do seu casamento para que a sua arma fosse retida. Ele foi restringido a utilizá-la e ia para o trabalho desarmado.
“Quando pegaram minha arma eu fiz uma denúncia na Câmara do Distrito Federal pedindo esclarecimentos do fato e por conta disso abriram outra sindicância por eu ‘faltar com a verdade'”, afirmou.
A decisão da Corregedoria da Polícia Militar saiu na segunda-feira (5/7). A repreensão diz respeito a infrações dos artigos 40, que fala sobre “portar-se de maneira inconveniente ou sem compostura” e do artigo 59, que repreende “discutir ou provocar discussão, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos políticos ou militares, exceto se devidamente autorizado.”
“Policiais têm canais no YouTube, eles falam de armas, e não há aplicação de repreensão. Eles querem prejudicar minha sexualidade”, defendeu Harrison, ressaltando que a sua opinião é pessoal, como cidadão civil, e que ela não necessariamente representa a corporação.
A sindicância a respeito da denúncia na câmara, por sua vez, ainda está em aberto.
“Todos os policiais cometem coisas piores e não são investigados. Os policiais que cometeram crime de homofobia contra mim está com o processo sem andar. Comigo o procedimento anda e sou punido.”
Atualmente, o militar está afastando com laudo psiquiátrico por conta do episódio. “Depois que eu recebi a segunda sindicância, eu realmente não conseguia trabalhar porque eu ficava com medo de receber mais punição, ficava com medo de trabalhar.”

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isso é problema dele,, ninguem tá interessado em saber vida sexual dele,,