O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), que alegou em testemunho à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 ter avisado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre um suposto esquema de fraude na compra da vacina Covaxin, com intermédio da Precisa Medicamentos, insinuou que o seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde, Luís Ricardo, teria gravado o encontro. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo.
Miranda afirma que o chefe de estado implicou o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara como responsável pelo esquema. Barros, que irá depor na CPI, negou as acusações.
“Eu não estava sozinho na sala… Estava com meu irmão (Luis Ricardo Fernandes Miranda, do Ministério da Saúde). E não posso impedir que a pessoa ameaçada grave (uma conversa para se defender)”, diz o parlamentar.
Na CPI, na última sexta-feira, 26, Luís Miranda repetiu por diversas vezes que ele nunca gravaria um presidente da República. O parlamentar teme ser alvo de representação no Conselho de Ética e ter seu mandato suspenso.
A cúpula da Cãmara dos Deputados, alinhada com o governo, ameaça levar o deputado ao Conselho de Ética. Na terça-feira, 29, o parlamentar Daniel Silveira, foi afastado do cargo por dois meses por ter gravado uma reunião de seu partido, o PSL.
Na última quarta-feira, 30, a CPI aprovou uma reunião secreta com o deputado Luís Miranda. A avaliação da cúpula é que o parlamentar não contou tudo o que sabe sobre possíveis fraudes no Ministério da Saúde. À Revista Crusoé, Miranda disse que recebeu oferta de propina de um lobista para não denunciar as supostas irregularidades. O parlamentar também disse que “só vai parar quando provar que há corrupção no governo”.
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Ladraozinho telexfree