ESTRATÉGIA OU PREJUÍZO? Posto vende gasolina a R$3,50 e cria fila imensa na Avenida Paralela

De repente, uma fila gigantesca de carros se formou bem à frente do prédio de Caio Santos, estudante de 19 anos. Ele se perguntou o porquê de toda aquela movimentação e no melhor estilo “é um pássaro? É um avião? Não! É o Superhomem” que ele descobriu do que se tratava: uma ação liderada pelo Sindpetro Bahia com o objetivo de mostrar que é possível vender gasolina a preços acessíveis para a população.
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O litro da gasolina já ultrapassa os R$6 em Salvador. Foram três reajustes só em 2021. O que o Sindipetro fez nesta sexta (19/3) foi vender o litro a R$3,50 para 100 motos e 140 carros. A ação foi realizada no Posto Kalilandia, próximo à estação de metrô do Imbuí, na Avenida Paralela. Uma fila quilométrica foi formada e muita gente não conseguiu aproveitar a promoção.
O entregador Fábio Couto deu mais sorte. Ele colocou cerca de 5L de gasolina. O que sairia por cerca de 40 reais, acabou ficando por R$17,5. “Estou dando graças a Deus, a gente que sempre está em posto porque trabalha com o veículo sente muito. A vida já está difícil, com essa gasolina a quase R$6 é pior. Chega desmotiva”, afirmou Fábio.
“Eles estudaram os preços e custos da Petrobras para poder encontrar um preço que garanta lucratividade à empresa que produz o diesel, gasolina e gás de cozinha ao distribuidor e ao revendedor, e não penalize a sociedade. Então, hoje, o preço justo da gasolina seria em torno de R$3,50”, afirmou o diretor.
Com as vendas de hoje, o Sindipetro chegou a 12,3 mil litros de gasolina subsidiadas  em quatro municípios do interior e na capital do estado. A ação de Salvador distribuiu 3.300 litros.
Em nota, o Sindipetro afirmou que a política preço da Petrobrás tem por base, desde 2016, a paridade de importação (PPI). Por conta disso, a cada 15 dias, em média, a Petrobras anuncia um novo aumento nos preços. Só em 2021, a gasolina subiu seis vezes, acumulando um aumento de 54,3%.
Os petroleiros baianos estão em greve há 15 dias – uma mobilização que também acontece no Amazonas, Espirito Santo e São Paulo.
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Correio

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