Vivemos em nosso planeta atualmente uma das maiores lutas pela sobrevivência da humanidade. Há pouco mais de um ano, estávamos iniciando uma grande batalha: O combate ao Covid-19. Desconhecíamos tamanha força e evolução de algo que acreditávamos não chegar a tamanha proporção. Na Bahia, já são mais de 700 mil casos e mais de 13 mil mortes. As vítimas sobreviventes dessa grande e feroz batalha têm muito para relatar. Uma delas é Joseane Barbosa, que compartilhou conosco toda a experiência passada.
“Sou operadora de caixa, e nunca imaginei que o vírus chegasse a essa proporção. Resido na Vila Bessa e nunca imaginei que o vírus chegasse até aqui. Nunca passou pela minha cabeça.” relatou Joseane, que faz parte do grupo de risco do vírus e acreditava que, contraindo o vírus, não resistiria.
“Já tive um tumor no timo, que fica próximo ao pulmão e também tive pneumonia, por isso a infecção (Covid-19) se agravou. Me afastei do trabalho assim que os casos de infecção ficaram mais corriqueiros, e no momento em que os registros foram diminuindo, voltei às minhas atividades.”
Ela conta que tudo começou com uma coriza. Foi o seu primeiro sintoma, acompanhado das dores de cabeça. “Procurei ao médico e ele constatou que eram sintomas da minha sinusite.” Preocupada, chegou a indagá-lo sobre ser sintomas do vírus, e este disse que não. ‘Depois disso, fiquei em casa, cumprindo isolamento. Passados 10 dias as coisas foram se agravando, apresentei febre, tosse e cansaço. Fiz o exame e fui ao Centro da Covid-19 em Conceição do Jacuípe, e lá mesmo eu já apresentei piora. Fui transferida para o Hospital Municipal Antônio Carlos Magalhães (ACM), fiquei internada por 2 dias e logo fui transferida para o Hospital Couto Maia, onde começou toda a minha luta pela minha sobrevivência’.
No hospital, já em estado muito agravado, Joseane precisou ser submetida ao coma induzido por estar com a saturação muito baixa, e isso estava provocando movimentos involuntários e bruscos no seu corpo, por isso precisou ser intubada por 10 dias. Assim que saiu da intubação, seguiu para a UTI, e disse lembrar de pouca coisa. Ainda em seu estado de paciente, ela contou que chorava bastante por ter problemas com ansiedade, pois queria se curar logo para ver sua família. E nesses terríveis momentos, a fé foi a sua âncora.
“Eu clamava muito ao Senhor pela minha vida, desde que dei entrada no hospital. A fé e as orações também são grandes remédios para o corpo e a alma, elas me ajudaram muito. A minha sobrevivência foi uma surpresa até para os médicos.”, ressaltou.
Como muitos pacientes, ela também precisou do cilindro de oxigênio enquanto estava hospitalizada. Ao todo, Joseane ficou por quase 1 mês e meio internada. Hoje, após grandes melhoras e evoluções constantes, ainda carrega sequelas da doença.
“Estou com sequelas no braço, contraí uma bursite e a minha respiração ainda não voltou totalmente. Faço fisioterapia respiratória e também nos membros superiores e inferiores. Ainda não estou 100% bem, mas o importante é que estou aqui, pois o Senhor me trouxe de volta. Só tenho o que agradecer”.
Por fim, ela deixou uma mensagem de gratidão e alerta a todos: “Eu agradeço muito ao Senhor e as pessoas que oraram por mim. Peço que as pessoas fiquem alertas e se conscientizem da gravidade do vírus, usem máscara e mantenham o isolamento social, saindo apenas se necessário, pois enquanto todos não tomarem consciência, muitas vidas continuarão indo embora”.
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Oramos muito por vc,Deus é fiel e maravilhoso vc é uma vencendora
Corremos tanto para você ir no centro do covid foi a gota d’água.Hoje tu és vencedora irmã.Deus esteja sempre com VC.