FEIRA DE SANTANA: Variante do coronavírus circula desde dezembro no município; 4 novas cepas confirmadas

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Duas variantes brasileiras, além da variante do Reino Unido e da Nigéria foram confirmadas em Feira de Santana. Das quatro variantes apenas uma está controlada, que é a da Nigéria, por ter sido um caso isolado, e que não houve transmissão para outras pessoas da cidade. Já as variantes brasileira e britânica já são comunitárias.
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A informação foi divulgada na manhã desta sexta-feira (5/3) em coletiva de imprensa com o prefeito Colbert Martins Filho, a médica infectologista Melissa Falcão, o diretor do Hospital de Campanha, Francisco Mota e o secretário municipal de Prevenção à Violência, Moacir Lima, responsável pelas ações de fiscalização.
Desde janeiro deste ano o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 em Feira de Santana vinha notando uma mudança no padrão dos casos no município, que vinha registrando mais infecções em pessoas jovens e que apresentava quadro precoce de agravamento da doença.
Diante deste alerta e suspeita de novas variantes, foram realizadas, posteriormente, coletas para investigar a causa desse descontrole. Os leitos clínicos e de UTIs estão sempre lotados e já existem filas, ou seja, há pessoas internadas nas UPAs e policlínicas do município, aguardando transferência.
“A nossa suspeita sempre foi de que tivéssemos uma variante que fosse responsável por essa mudança do padrão do vírus e também tivesse feito esse descontrole na epidemia no momento em que nós estávamos começando a mostrar indícios de controle. E ontem tivemos a confirmação da presença da variante em nosso município. Tivemos uma confirmação da cepa nigeriana, essa não com transmissão comunitária, uma pessoa que mora em Feira e que esteve na Nigéria, adoeceu quando chegou aqui e a gente conseguiu confirmar essa contaminação pela cepa africana. Não teve contactante positivo, fizemos o rastreio de todos os contatos dessa pessoa e só foi nessa paciente mesmo que conseguimos encontrar essa cepa até o momento, porém tivemos confirmação de outras variantes também aqui na nossa cidade”, explicou Melissa Falcão, que é a coordenadora do comitê.
Ela informou que desde dezembro já circulava a variante no município e agora veio a confirmação, inclusive, de que a transmissão é comunitária.
“Tivemos mais três pacientes com novas variantes e o primeiro caso confirmado foi de 17 de dezembro com início dos sintomas, ou seja, já temos a variante circulando em nosso município desde dezembro e não é mais transmissão isolada, já é transmissão comunitária. A gente não conseguiu identificar a fonte de transmissão dessa paciente. O segundo paciente já foi em dezembro perto do final de dezembro, então realmente temos transmissão comunitária de variante em nossa cidade, o que causou toda essa alteração no perfil dos casos, alteração do número de casos também e a superlotação do nosso sistema de saúde. No dia 3 de março, o estado lançou um comunicado informando que já temos transmissão comunitária na Bahia inteira da cepa de Manaus e da cepa do Reino Unido, então toda a situação do Brasil é causada por conta dessas variantes e não adianta apenas cobrar leitos”, continuou.
Melissa Falcão alertou para os cuidados das pessoas para evitar a doença, poismesmo conseguindo vaga em UTI, há risco de morte. Os cuidados devem partir de cada um. A pandemia é um grave problema coletivo e todos devem colaborar.
“Se dependesse da gente, teríamos um Hospital de Campanha em cada bairro da cidade, mas isso é uma coisa que não depende da gente. Não é fácil assim abrir leitos, não é fácil custear esses leitos, então não adianta mais apenas ter mais leitos, porque pessoas que estão conseguindo um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), também tem o risco de morrer. Os pacientes mais graves precisam de uma ventilação mecânica, precisam de um cuidado mais intensivo podem morrer, apesar de ter a disponibilidade desse leito, então não podemos descuidar dos cuidados. Devemos manter todas as atividades econômicas funcionando dentro do possível, mas para isso é preciso que, além dos empresários, que a população também colabore”, alertou a médica.

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