ABSURDO: Mulher denuncia agressões e ameaças de morte após ter casa invadida por vizinho

Uma mulher de 26 anos denunciou ter sofrido agressões físicas e ameaças de morte após ter a casa onde mora, no bairro de Colinas de Periperi, no subúrbio ferroviário de Salvador, invadida por um homem que mora na mesma rua que ela. O caso é investigado pela Polícia Civil.
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O caso aconteceu na madrugada de domingo (1°/11). Jilmara Chaves Mattos contou que estava na varanda da casa dela, quando um homem invadiu o imóvel e começou uma série de agressões.

Segundo Jilmara Chaves, que acreditou que o caso se tratava de um assalto, o homem a arrastou pelo cabelo por algumas ruas do bairro e a levou para uma região de matagal. O suspeito só parou as agressões após os vizinhos ouvirem os gritos de socorro e aparecerem na rua. Ele fugiu.
“Ele ficava gritando o tempo todo que iria me matar, que iria me matar”, disse Jilmara Chaves.
Dificuldades para fazer boletim de ocorrência
Jilmara Chaves informou que as agressões deixaram hematomas nas costas, braços, pernas e cabeça, além de um corte em um dos pés. Ela também disse que sente muita dor nas costas e se recupera com o uso muletas.

A vítima, que mora no local há cerca de três anos, contou que não conhecia o homem, e portanto, não sabe o motivo dele ter a agredido. Desde o dia do crime, ela dorme na casa de amigos.
Após as agressões, uma equipe da Polícia Militar esteve na região de matagal, mas não encontrou o suspeito. Jilmara foi socorrida pelos policiais e levada para o Hospital do Subúrbio.
Em nota, a Polícia Civil informou que o fato foi registrado no posto policial do Hospital do Subúrbio e encaminhado eletronicamente para a 5ª DT/Periperi, que vai apurar a tentativa de estupro sofrida pela vítima.
Entretanto, em depoimento à TV Bahia, a jovem contou que sofreu agressões físicas e ameaças de morte, mas que não houve tentativa de estupro.
Jilmara Chaves contou que procurou a 5ª Delegacia Territorial de Periperi, na tarde de domingo, quando teve alta médica, no Hospital do Subúrbio. A jovem conta que ela teve dificuldades para fazer um boletim de ocorrência sobre o caso.
A vítima informou que ao chegar na delegacia, os familiares dela pediram uma cadeira de rodas, para que ela deixasse o carro e entrasse na unidade, e ouviram que o local não era “hospital” para ter esse tipo de equipamento.
“Ele [policial] falou que lá não era hospital, que não tinha cadeira de rodas. Se eu não estava andando, por que eu tinha ido para a delegacia prestar queixar? Falou de uma forma arrogante”.
Segundo a vítima, o policial não deixou os familiares explicarem o que havia acontecido e disse para que ela procurasse atendimento na Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (Deam), em um outro dia, já que era um caso de agressão e ela não tinha condições de se locomover.
Entretanto, de acordo com Jilmara Chaves, os familiares decidiram procurar a Deam, já que a unidade fica no primeiro andar do prédio da 5ª DT e eles já estavam lá. O grupo pegou um cadeira e subiu carregando a mulher pelas escada.
Boletim feito de forma errada
Após fazer o boletim de ocorrência, Jilmara Chaves disse que fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Na terça-feira (3), ela voltou na delegacia e foi informada que o boletim tinha sido feito de forma errada, porque deveria ter sido feito na Delegacia Territorial e não na Deam.

Ainda segundo Jilmara Chaves, os policiais pediram pra ela pra voltar na quarta-feira (4/11), para fazer um outro documento. Ela foi até a DT, foi ouvida por um agente e fez um novo boletim de ocorrência.
Sobre a confusão com os boletins de ocorrência, a polícia explicou que não houve um novo registro. Segundo o órgão, o procedimento padrão foi seguido e a unidade territorial vai apurar o caso.
A Polícia Civil disse que acredita que tenha havido “algum ruído na comunicação, pelo fato de que o delegado de plantão naquela madrugada, e que assinou o B.O. e expediu a guia para exame de lesão, seja lotado na Deam”.
Ainda segundo o órgão, a nova convocação tinha o objetivo de ouvir a vítima e dar prosseguimento à investigação, já que no registro feito no hospital, a vítima não soube identificar o autor.
