“O TAL COLAPSO”: Mulher com sintomas de AVC aguarda, há uma semana, vaga em UTI

Desde o início da pandemia, as autoridades brasileiras falam em “colapso do sistema de saúde”. Mas o que seria esse tal colapso e quais as consequências dele?
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Segundo um levantamento recém-publicado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), o Brasil possui 48.848 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), sendo 22,8 mil no Sistema Único de Saúde (SUS) e 23 mil na rede privada.
Por conta desse número limitado, as autoridades temem o “tal colapso”. A pandemia traz consigo um grande número de pacientes que necessitam ser internados nas unidades em questão.
Por outro lado, acidentes continuam acontecendo, pessoas ainda necessitam de tratamentos e cirurgias, partos ainda são realizados e todos esses procedimentos podem levar o paciente a necessitar desses leitos. Enfim, a demanda que existia antes da pandemia não parou, mas se juntou a ela.
Com o aumento da procura pelos leitos, as unidades de atendimento podem não comportar toda a necessidade, e alguns pacientes podem acabar ‘pagando o preço’, seja ele um paciente de Covid-19 ou um acidentado por motocicleta.
O caso a seguir é um exemplo desses. Segundo informações do G1 dessa segunda-feira (10/8), uma mulher de 58 anos, com sintomas de acidente vascular cerebral (AVC), está internada há uma semana na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris, em Salvador, à espera de vaga em UTI com suporte neurológico.
Ainda segundo informações do referido site, há sete dias, as filhas da paciente estão enfrentando o medo de perder a mãe que se encontra em estado considerado grave.
Em contrapartida, a Secretaria de Estado da Saúde da Bahia (Sesab) divulgou nesse domingo (9/8), que a taxa de ocupação dos leitos da UTI foi reduzida no estado, ficou em 59%.
Se houve redução na taxa de ocupação dos leitos baianos, por que ainda ocorrem situações como essa?
Quantas pessoas, nesse exato momento, também enfrentam situação similar à dessa senhora?
Questionamentos como esses surgiram a partir desse novo cenário pandêmico.
