Jovem é morto durante ação da Rondesp; “se fosse traficante, a gente até esperava”, diz irmã
Do Aratu ON parceiro do Berimbau Notícias
Um jovem de 22 anos foi morto durante uma suposta operação da Polícia Militar ocorrida na manhã desta sexta-feira (22/11) no bairro do Cabula, em Salvador. Quem faz a denúncia são duas das quatro irmãs de Leandro Carvalho Ribeiro, Andreza e Cariline Carvalho Ribeiro.
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Segundo elas, os responsáveis pela morte são agentes da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT/Rondesp Central). “Isso é comum lá na região. Eles [militares] já chegam atirando. Meu irmão estava com dois sobrinhos, de 8 e 2 anos, na porta de casa. As crianças entraram antes de os policiais chegarem por um matagal disparando tiros. Leandro correu quando ouviu os disparos, mas foi baleado”, sustenta Andreza.
Ela acredita que a guarnição sequer ficou sabendo do ferido. “Eles saíram do bairro depois disso. Foi uma vizinha que viu meu irmão baleado e levou para o [hospital] Roberto Santos, mas ele já chegou sem vida”, disse. O número da viatura em que os policiais estavam trabalhando não foi anotado já que, segundo as irmãs, o veículo não entra na rua e os agentes estavam andando.
Andreza e Caroline parecem ter a convicção que Leandro morreu de forma inocente. Segundo elas, o rapaz fazia bicos, mas trabalhou há 1,5 ano como ajudante de cozinha de um renomado chef que possui um restaurante no Resgate, também na região do Cabula. “Se fosse traficante a gente até esperava que seria morto pela PM, mas ele não era. Agora eu quero saber quem foi o policial que fez isso”, relatou uma delas.
Leandro era o único filho do sexo masculino de Sandra Ribeiro, que está abalada com o acontecido. As irmãs da vítima prometeram ir à Corregedoria da Polícia Militar registrar a situação. Durante a tarde, moradores da localidade onde o fato aconteceu fizeram uma manifestação na Estrada das Barreiras. Eles atearam fogo em pneus e bloquearam completamente o trânsito.
A assessoria da PM ainda não se posicionou.
