SOFRIMENTO: Modelo tem queimaduras de segundo grau durante fotodepilação

Desde os 16 anos, a alagoana Laura Cavalcante faz fotos profissionais e ganha o próprio dinheiro por meio das redes sociais e de contratos de publicidade. A beleza da modelo, hoje com 23 anos, além de chamar atenção de milhares de seguidores, é uma forma de empoderar mulheres negras, como ela.
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Foi por meio da publicidade na internet que Laura foi convidada para fazer um tratamento de fotodepilação por uma clínica estética em Maceió, mas a cor da pele dela, e suas especificidades, não foram observadas pelas profissionais que a atenderam, e os danos causados pelo procedimento foram imensuráveis e irreversíveis.
Marcas deixadas pelo equipamento de depilação em julho ainda podem ser vistas agora, quase dois meses depois, e segundo avaliação médica, não vão sair completamente. A modelo sofreu queimaduras de segundo grau e ainda correu o risco de adquirir uma infecção.
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Em entrevista, ela contou que a clínica não fez uma avaliação adequada antes da depilação, não levou em consideração o nível de dor sentido durante o procedimento, e não prestou os devidos socorros após constatar as queimaduras.
“Compareci à clínica em julho. Fui antes para ser avaliada, e a avaliação foi olhar e tocar minha pele, e confirmar que dava pra fazer. Dois dias depois eu fui. A profissional começou a disparar a luz, e senti uma dor muito grande. Ela disse que era normal. Eu até pedi desculpas pelos espasmos que estava tendo. Quando ela retirou o gel, disse ‘eita, tá doendo?’. Eu disse ‘tá doendo muito’. Ela disse que tinham algumas regiões escurecidas, chamou outra profissional e elas começaram a passar e pomadas por cerca de 40 minutos. Comecei a tremer… Depois descobri que era perda de calor, aquilo anunciava um choque térmico. A dor estava insuportável, até que pedi pra parar e fui por minha conta para um hospital”, relata.
Laura aguardava o resultado do diálogo entre seus advogados e a empresa, que não avançou, para falar sobre o assunto. Por isso, só há 6 dias ela postou fotos e o relato de todo o problema nas redes sociais, e teve mais de 10 mil curtidas e mais de 1500 comentários, até esta terça (10/9).
Ela ainda contou que a clínica pagou a primeira consulta dela ao dermatologista e os primeiros medicamentos, apenas. A modelo pretende fazer um tratamento para acelerar a cicatrização, que custa R$ 20 mil, mas inicialmente vai ter que arcar com o valor sozinha.
Durante o tratamento, não poderá fazer fotos de biquíni, na praia, sob o sol, como costumava fazer, e inclusive já perdeu alguns contratos e um trabalho fora do Brasil.
Hoje, após a experiência traumática, Laura aconselha outras mulheres. “Fotodepilação não se faz em pele negra. Não acreditem na excelência de uma clínica só porque blogueiras vão nela. Procurem saber se a clínica é multiprofissional e está preparada para fazer uma avaliação adequada e primeiros socorros adequados. Atentem para a necessidade de realmente fazer procedimentos tão invasivos”, finalizou.

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