Ação da PM deixa dançarina de banda de forró morta; vocalista também é baleada

Do Aratu On parceiro do Portal Berimbau Notícias

Uma dançarina da banda de forró Sala de Reboco morreu durante uma ação policial no município de Irecê, a 470 km de Salvador. O caso aconteceu na madrugada desta sexta-feira (5/7). A vocalista, outra dançarina e o sanfoneiro também foram atingidos.

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Agentes da 14ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin/Irecê) informaram ao Aratu On que a ação envolveu guarnições da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT/Rondesp Chapada) e do 7º Batalhão da PM (BPM/Irecê). De acordo com as primeiras informações, o motorista do veículo em que a banda estava acelerou ao ver a viatura.

Ainda segundo os policiais civis, os militares da Rondesp pediram apoio aos colegas da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO), que atiraram contra o carro. Joelma Rios (vocalista da banda); Gabriela Moura e Suelen Sodré Mendonça Pinheiro (dançarinas); e Elielson Possidônio (sanfoneiro) foram atingidos e levados para o Hospital Regional de Irecê.

Durante o atendimento médico, Gabriela não resistiu aos ferimentos. O motorista da banda, Cláudio Pereira Batista, foi preso e levado para a delegacia. Na unidade, ele contou que estava bêbado. 

“No retorno de Lapão [município da região], o motorista percebeu que tinha um carro seguindo eles. Esse veículo não tinha o giroflex ligado e não mandou parar. Eles seguiram a viagem. Chegando próximo a um posto, foram ouvidos muitos tiros. A dançarina Gabi saiu já dizendo que tinha tomado um tiro. Lamentável essa situação. Joelma tomou um tiro nas nádegas e está fora de perigo. Já o sanfoneiro tomou um tiro na perna”, disse o empresário da banda, à Rádio Líder FM. 

O comandante de policiamento da Região Chapada, coronel Valter dos Santos Araújo, confirmou a ação e disse que o caso está sendo apurado. 

 

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2 Comentários

  1. A nota emitida pela polícia em nada ameniza a responsabilidade dos envolvidos naquela operação. As marcas das balas no vidro traseiro do veículo não deixam dúvidas de que quem atirou pouco se importou com a vida dos ocupantes daquele mesmo veículo. Se o condutor desobedece uma ordem de parada da polícia seus ocupantes jamais deverão pagar por esse erro. Imagine se um bandido rende uma familia inteira e sai furando o bloqueio da polícia. A polícia vai matar quem está no veículo sem saber de quem se trata? Nesse caso há um agravante: ninguém estava armado nem houve ameaça. O que se espera é uma investigação isenta e livre do corporativismo .

    1. Amigo não vai a ver investigação nenhuma sabe porque .porque eles são policiais e a polícia acha que é dona do mundo e que pode sair matando todo mundo

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