Zaga e teile: pernambucana viraliza com narrações inusitadas de coreografias

A pernambucana Alcione Alves, 29, começou a narrar vídeos de coreografias meio ao acaso, para se divertir. Dois meses depois, seu perfil no Instagram já trazia a alcunha de rainha das narrações e suas descrições inusitadas de passos de dança pipocavam nas redes sociais de famosos como Preta Gil, Gloria Maria, Sheron Menezzes e Gabriela Pugliesi.

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Alves, que é estudante de engenharia elétrica da Universidade Federal Rural de Pernambuco, usa vídeos de coreografias de famosos, como Anitta e David Brazil, e conterrâneos anônimos do Recife, como o dançarino Yrlan Souza, e intitula os passos com termos como “cruzamento de perna violenta”, “quicada de aquecimento”, “modelo abusada”, “girada furacão”, “tremida lateral”, além de palavras que ela própria inventou como teile, laga e zaga.

 

Levantamento de cu lateral e Teile @yrlan_souza #zaga #laga #teile

Uma publicação compartilhada por Alcione Alves (@alcionealves27) em

Ela recebe os vídeos de amigos no celular, de seguidores no próprio Instagram ou navegando pela internet, caso das imagens que inspiraram a narração de Anitta. “A mensagem ‘faz narração do meu vídeo’ é o que mais eu recebo hoje. Se fosse fazer narração de todo mundo, não ia fazer mais nada”, afirma.

Já os termos que discorre velozmente a cada passo são criações próprias. “Vêm da minha cabeça, da minha criatividade. São coisas que não existem e surgem para mim dependendo do dia”, explica a pernambucana.

Os bordões são termos que usa com as amigas quando saem para dançar. “Teile, por exemplo, é tipo ‘tome, amiga’. Já zaga e laga são as reboladas, é como se eu estivesse incentivando a pessoa a dançar. Sempre gostei de fazer isso com as pessoas.”

Cada vídeo leva de duas a três horas para ser produzido. Ela usa dois celulares, seu próprio e o de sua mãe – em um deles vê a dança e no outro grava a narração. “Crio o nome de cada passo para que seja parecido com o movimento que a pessoa está fazendo. Assim não só eu como também qualquer um que veja a narração pode entender a referência. Além disso, preciso alinhar o movimento com a voz.”

 

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