Renan Santos diz que perigo ‘é maior com Flávio’

Ex-candidato à Presidência alerta para possível concentração de poder nas mãos de Flávio Bolsonaro

O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou que considera uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) mais perigosa, em termos de concentração de poder, do que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da avaliação, Renan descartou qualquer apoio ao petista no segundo turno das eleições de 2026 e declarou que não pretende votar em nenhum dos dois candidatos.

As declarações ocorreram durante entrevista ao programa Alt Tabet, apresentado por Antonio Tabet, e ganharam repercussão nesta quinta-feira (15). Renan, que terminou o primeiro turno na quarta colocação, afirmou que prefere preservar a independência de seu projeto político.

“Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu tô falando: votem em quem quiserem”, declarou.

Renan Santos aponta risco de concentração de poder com Flávio Bolsonaro

Durante a entrevista, Renan avaliou que Flávio Bolsonaro poderia concentrar mais poder político caso conquistasse a Presidência, principalmente pelo apoio que, segundo ele, teria no Congresso Nacional.

Na avaliação do ex-presidenciável, Lula enfrentaria maiores dificuldades para aprovar propostas de emenda à Constituição (PECs) e outras mudanças legislativas.

“Eu acho, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio”, afirmou.

Renan também criticou o que considera tendências autoritárias nos dois projetos políticos. Entretanto, ressaltou que não acredita na possibilidade de um golpe militar em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Ex-candidato critica campanha de Flávio e descarta aproximação com Lula

Renan Santos também questionou a postura da campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, integrantes do grupo demonstram confiança excessiva na vitória e já discutem a composição de ministérios, embora a disputa eleitoral permaneça aberta.

“A campanha do Flávio está com rei na barriga, discutindo ministério”, criticou.

Por outro lado, Renan afirmou ter observado maior mobilização de apoiadores de Lula nas ruas. Ele relatou que militantes petistas tentaram convencê-lo a apoiar o presidente durante uma visita a Poços de Caldas, em Minas Gerais.

Apesar dessas aproximações, o presidente do Missão reforçou que não pretende associar seu partido a nenhum dos dois grupos políticos.

Renan recebeu mais de 2,6 milhões de votos no primeiro turno

Renan Santos disputou a Presidência pela primeira vez em 2026 e conquistou 2.675.887 votos, equivalentes a 2,24% dos votos válidos. Com o resultado, terminou na quarta colocação.

Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), ele defendeu durante a campanha a construção de uma alternativa política independente do PT e do bolsonarismo.

Agora, com Lula e Flávio Bolsonaro na disputa do segundo turno, marcado para 25 de outubro, Renan mantém a decisão de não declarar apoio a nenhum dos candidatos e afirma que seus eleitores podem escolher livremente em quem votar.

 

 

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