Não são todos os que condenam William Waack após o vídeo em que o jornalista aparece fazendo declarações de cunho racista. Dentro da Globo, funcionários saíram em sua defesa. E alguns colegas estenderam isso para as redes sociais.
É o caso do cinegrafista Gil Moura, que trabalhou com Waack na Globo de São Paulo e durante viagens internacionais. E um texto que já passou de 5 mil compartilhamentos no Facebook, ele elenca diversas situações que vivenciou com o jornalista, e que segundo ele, fazem parte de seu estilo.
Segundo o profissional, Waack “faz parte dos pouquíssimos globais que carregam o tripé para o repórter cinematográfico preto ou branco”, e que comentários como o feito no vídeo nada mais são que piadas, como as que ele faz com ele próprio, de “suas olheiras, velhice, etc”, explica.
Gil, que inicia o texto dizendo “eu sou preto”, também conta várias situações que provam que William não é racista. “Quando um preto sugere um restaurante mais simples, ele não dá atenção, porque paga a conta dos colegas que ganham menos, no restaurante melhor”, conta ele, que emenda histórias internas da Globo consideradas racistas.
“Posso lembrar-me de muitas coisas como, quando fazíamos uma matéria para o Fantástico, uma mesa de discussão, e ao ouvido, ouço o repórter falar: “Põe aquela pretinha mais para trás.” Isto faz parte do cotidiano. Os verdadeiros racistas, estão por todas as partes, mas são discretos”, relata.
Ao longo da publicação, mais de 40 comentários parabenizam o relato e ficam do lado de Gil e de Waack. Muitos dizem que é “bom ouvir os dois lados da história”, e que “todos nós deslizamos às vezes”.
Confira a publicação:
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