Presidente do Paraguai anuncia renúncia após crise bancária

Santiago Peña tomou a decisão após o fechamento do Ueno Bank e a abertura de um processo de impeachment

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5/11) que pretende renunciar ao cargo em meio à crise envolvendo o Ueno Bank, instituição financeira que teve suas atividades encerradas após a identificação de irregularidades. O caso provocou prejuízos a milhões de clientes e desencadeou uma crise política no país.

Vai curtir o fim de semana? Sítio com quatro quartos está disponível para aluguel na Praia de Cabuçu

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Peña afirmou que a decisão foi tomada em nome da estabilidade nacional e da preservação das instituições democráticas.

“Tomei a decisão de apresentar a minha renúncia à Presidência da República. Faço isso pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar as nossas instituições democráticas”, declarou.

A renúncia, no entanto, ainda precisa ser aceita pelo Congresso paraguaio. Segundo a imprensa local, uma sessão poderá ser convocada para analisar a decisão. O vice-presidente Pedro Alliana é apontado como sucessor de Peña, caso a saída seja oficializada.

A crise também levou à abertura de um processo de impeachment contra o presidente. Parlamentares da oposição defendem que a análise seja concluída antes de uma eventual renúncia, para evitar que Peña deixe o cargo mantendo foro privilegiado.

Crise do Ueno Bank provocou reação política

O Ueno Bank, pertencente ao Grupo Vázquez, encerrou suas atividades na terça-feira (3), após o Banco Central do Paraguai iniciar um processo de liquidação da instituição. A medida foi tomada depois que o órgão identificou problemas nos índices de solvência relacionados a empréstimos concedidos a empresas vinculadas.

A instituição possuía aproximadamente 3 milhões de clientes e concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos, o equivalente a aproximadamente R$ 4,6 bilhões. Entre os recursos estavam valores do Instituto de Previdência Social do Paraguai.

Peña foi acionista do grupo proprietário do banco até março de 2025, circunstância que motivou acusações da oposição sobre possível conflito de interesses, manipulação regulatória e desvio de recursos previdenciários.

O presidente negou qualquer tentativa de proteger os responsáveis pelas irregularidades e afirmou que eles deverão responder à Justiça. Também pediu que os setores políticos priorizem a recuperação dos valores depositados pelos clientes.

Em seu pronunciamento sobre a renúncia, Peña pediu desculpas à população e disse que seu maior desejo é que os recursos sejam devolvidos aos clientes e que o Fundo de Garantia de Depósitos cumpra sua finalidade.

Partido governista também apoiou impeachment

A crise ganhou novos desdobramentos quando o próprio partido governista, o Colorado, declarou apoio ao afastamento de Peña.

Horacio Cartes, presidente da legenda, publicou uma carta nas redes sociais afirmando que o partido não toleraria o roubo de recursos públicos, privados e previdenciários.

O Congresso chegou a iniciar uma sessão para discutir e votar o impeachment do presidente. A renúncia anunciada por Peña acrescentou um novo capítulo à crise política, mas sua saída ainda depende dos procedimentos constitucionais do país.

FALA GENEFAX quer ouvir você!

Viu algo importante acontecendo no seu bairro? 
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606

Sua colaboração pode virar destaque!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Botão Voltar ao topo
Web Statistics