Após perguntar “quem era petista”, madeireiro mata policial civil a tiros em bar
Investigador de 56 anos foi atingido no tórax e morreu após ataque em Mato Grosso

Um madeireiro de 59 anos foi preso na noite de segunda-feira (26), suspeito de assassinar a tiros o investigador da Polícia Civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, em Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso. Segundo relatos de testemunhas, o ataque aconteceu após o homem chegar a um bar e perguntar aos frequentadores quem era “petista”.
O crime ocorreu na noite de domingo (25), após o segundo turno das eleições presidenciais, em um estabelecimento localizado na Avenida Brasil. A Polícia Civil confirmou que o suspeito fez uma pergunta de cunho político antes de abrir fogo contra as pessoas presentes.
De acordo com as informações policiais, o suspeito chegou ao estabelecimento e questionou os frequentadores sobre política. Após receber uma resposta, teria sacado uma arma e efetuado vários disparos.
As pessoas que estavam no bar tentaram se esconder. Entretanto, Emilson reagiu ao ataque, mas acabou atingido por tiros na região do tórax. O investigador não resistiu aos ferimentos.
Além do policial, outra pessoa foi baleada no pé durante a ação criminosa. A identidade e o estado de saúde dessa vítima não foram divulgados.
Após os disparos, o suspeito fugiu em uma caminhonete, dando início às buscas das forças de segurança.
Após as investigações iniciais, a Polícia Civil identificou o suspeito e iniciou diligências para localizá-lo.
Na noite de segunda-feira (26), os agentes encontraram o homem em uma fazenda de familiares, no município de Brasnorte, também em Mato Grosso.
Segundo informações policiais, o madeireiro não resistiu à prisão. Ele foi algemado e encaminhado para Campo Novo do Parecis, onde deverá responder pela suspeita de homicídio.
Durante a abordagem, conforme relatos divulgados sobre a prisão, o suspeito afirmou que não pretendia matar o investigador. Segundo sua versão, teria tentado atirar contra uma caixa de som do estabelecimento, mas os disparos atingiram outras pessoas.
A declaração diverge dos relatos de testemunhas. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do ataque e apura se houve motivação política.
Emilson Ormond Souza tinha 56 anos e acumulava 24 anos de serviço na Polícia Civil de Mato Grosso. Desse período, 20 anos foram dedicados à Delegacia de Campo Novo do Parecis.
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