Lula e Flávio Bolsonaro autorizam abertura simultânea de sigilos
Documento prevê divulgação pública de dados bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos; ministro André Mendonça ainda precisa autorizar as requisições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, autorizaram a abertura total e simultânea de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O acordo foi apresentado à imprensa nesta quinta-feira (22/10) pelo senador Camilo Santana, integrante da campanha petista.
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O documento será encaminhado ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pelo caso. Caberá ao magistrado autorizar a abertura dos sigilos e requisitar os dados às instituições financeiras, à Receita Federal, ao Banco Central e às operadoras de telefonia.
Segundo o acordo, as informações deverão ser divulgadas em um endereço eletrônico de acesso público. O prazo estabelecido para o envio das autorizações ao TSE é até as 23h59 desta quinta-feira.
Lula insiste na inclusão de empresa ligada a amigo de Flávio
Antes da formalização do acordo, a defesa de Lula informou ao TSE que o presidente não se opõe à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O petista, no entanto, defendeu que o desafio proposto inicialmente seja cumprido integralmente.
A principal divergência envolve a Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira e pertencente ao advogado Willer Tomaz, apontado como próximo de Flávio Bolsonaro.
Na petição apresentada ao tribunal, a defesa de Lula afirma que a Polícia Federal encontrou registros segundo os quais Flávio figurava como “usuário master” de uma conta da empresa em um banco privado. De acordo com o documento, esse vínculo teria sido encerrado em maio de 2025.
A manifestação também menciona uma viagem de Flávio em um jato executivo da empresa de Willer Tomaz. A campanha petista defende que os dados relacionados à Alcazar sejam incluídos na divulgação pública.
Documento prevê divulgação ainda nesta quinta
Durante a apresentação do acordo, Camilo Santana afirmou que a abertura dos sigilos deverá ocorrer de forma imediata, total e simultânea para os dois candidatos, respeitando as condições aceitas por ambos.
O texto solicita que André Mendonça determine, ainda nesta quinta-feira, a requisição dos dados ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia.
A proposta também prevê que as informações sejam divulgadas simultaneamente no sistema DivulgaCandContas, do TSE, ou em outro site de acesso público.
O documento é assinado por Lula e por Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. A efetivação das medidas depende da autorização do ministro responsável pelo caso.
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