Influenciadora trans Malévola Alves é detida no Egito após vídeos publicados nas redes sociais

A influenciadora brasileira Malévola Alves, conhecida também como Mariana Alves, foi detida no Egito na terça-feira (20/10), na cidade de Alexandria. A prisão ocorreu após a circulação de vídeos em que ela aparece com a amiga Bruna Tivo fazendo gestos e insinuações de teor sexual em vias públicas. O caso foi encaminhado à Promotoria Pública egípcia.
De acordo com o Ministério do Interior do Egito, as duas turistas foram identificadas pelas autoridades após a divulgação das imagens nas redes sociais. O órgão afirmou que os vídeos apresentariam comportamentos classificados como “exibição pornográfica”, além de insinuações sexuais e assédio a pessoas que passavam pelo local.
Ainda segundo o comunicado oficial, as duas mulheres teriam admitido que gravaram e publicaram o conteúdo com o objetivo de aumentar o número de visualizações e ampliar o alcance das publicações.
Malévola Alves relata abordagem policial no Egito
Após a abordagem, Malévola Alves publicou relatos nas redes sociais informando que ela e a amiga haviam sido levadas a uma delegacia em Alexandria. Segundo a influenciadora, os passaportes das duas foram retidos e a van em que estavam durante o passeio foi parada pelas autoridades.
Em uma publicação nos Stories do Instagram, Malévola demonstrou preocupação com a situação e pediu ajuda aos seguidores.
“Estamos na delegacia, estamos desesperadas. Eu não sei o que vai acontecer ou o que vão fazer com a gente”, relatou a influenciadora.
Ela também afirmou que os policiais fizeram perguntas sobre a identidade de gênero das duas. Malévola Alves e Bruna Tivo são mulheres trans.
Ministério do Interior confirma detenção
Em comunicado divulgado na terça-feira (20), o Ministério do Interior egípcio confirmou a detenção das duas brasileiras. Segundo as autoridades, a investigação começou após a circulação dos vídeos nas plataformas digitais.
O órgão declarou que as imagens continham cenas consideradas inadequadas pela legislação local e informou que foram adotadas medidas legais contra as envolvidas.
O caso foi encaminhado à Promotoria Pública do Egito, responsável por analisar os fatos e decidir sobre os próximos procedimentos legais.
Até as informações divulgadas na reportagem original, não havia detalhes sobre uma eventual acusação formal, a situação jurídica atual das duas brasileiras ou a previsão de liberação.
FALA GENEFAX quer ouvir você!
Viu algo importante acontecendo no seu bairro?
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606
Sua colaboração pode virar destaque!