Após 73 diagnósticos de câncer, mulher se casa com homem que conheceu no hospital
Hilária Mireski e Adão Pereira oficializaram a união em um casamento comunitário, cerca de sete anos depois do primeiro encontro

A catarinense Hilária Mireski, que relata ter recebido 73 diagnósticos de câncer de pele, casou-se com Adão Pereira, de 49 anos, no sábado (10). O casal participou de uma cerimônia comunitária na Igreja Matriz de Itaiópolis, no Norte de Santa Catarina.
Hilária convive com a doença há cerca de 28 anos. Durante esse período, conheceu o homem com quem agora divide a vida: os dois se encontraram no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, onde ela fazia tratamento e Adão acompanhava o pai.
Encontro no hospital deu origem ao relacionamento
A aproximação começou há aproximadamente sete anos. Quando as filhas de Hilária não podiam acompanhá-la aos atendimentos, Adão passou a fazer companhia a ela. Com o tempo, a convivência se transformou em relacionamento.
No sábado, os dois trocaram votos diante do altar. Durante a cerimônia, Hilária declarou: “Eu, Hilária, te recebo, Adão, por meu esposo”.
Segundo seu relato, os primeiros tumores apareceram em 1998, quando trabalhava como gari. Ela tem a síndrome de Gorlin-Goltz, uma condição genética rara que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de tumores.
A Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos explica que pessoas com essa síndrome apresentam maior risco de desenvolver carcinomas basocelulares, um tipo de câncer de pele. A quantidade de tumores varia entre os pacientes.
Em 2019, Hilária perdeu um dos olhos e parte do nariz em decorrência da doença. Recentemente, o cirurgião bucomaxilofacial Raulino Brasil, um dos criadores do Projeto Leozinho, anunciou que acompanhará o caso para avaliar procedimentos de reconstrução facial.
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