Ex-comandante da PM Bahia é condenado a mais de 50 anos de prisão por desvio de recursos públicos
Fabrício Santiago dos Santos recebeu quatro condenações por corrupção passiva e peculato.

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Os casos envolvem corrupção passiva, peculato e o suposto uso irregular de policiais e viaturas para prestar serviços de segurança privada em estabelecimentos e propriedades particulares.
Ex-comandante foi condenado por corrupção e peculato
Em uma das ações penais, Fabrício Santiago dos Santos recebeu uma pena de 18 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva majorada e peculato.
Segundo o MPBA, durante o período em que comandava a 4ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia, o capitão recebeu vantagens indevidas para direcionar policiais e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha.
A investigação também identificou o fornecimento antecipado de informações sobre fiscalizações policiais.
De acordo com os dados apresentados no processo, foram identificadas 74 transferências financeiras, que somaram R$ 102.013,72. A sentença também apontou o desvio continuado de policiais, viaturas e outros recursos públicos para atividades de segurança privada.
Em outra ação penal, cuja sentença foi proferida em junho de 2026, o ex-comandante foi condenado a 21 anos, um mês e 27 dias de prisão por corrupção passiva e peculato.
Conforme as investigações, ele teria recebido vantagens indevidas em troca do direcionamento de policiais militares e viaturas para realizar a segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde, em Santa Cruz Cabrália.
O caso integra o conjunto de processos que apuraram o uso de recursos da corporação em benefício de interesses particulares.
As outras duas sentenças foram proferidas em 2025.
Em setembro daquele ano, Fabrício Santiago dos Santos foi condenado a cinco anos, um mês e 27 dias de reclusão por corrupção passiva.
A primeira das quatro condenações foi proferida em maio de 2025, quando o capitão recebeu uma pena de seis anos, dois meses e oito dias de prisão, também por corrupção passiva.
Segundo a decisão, ele teria utilizado a influência decorrente do cargo para intervir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida. Depois, passou a cobrar repetidamente uma vantagem indevida pela atuação.
Investigações apontaram uso da PM para fins particulares
De acordo com o conjunto das quatro ações penais, os episódios investigados envolveram diferentes formas de uso indevido da função pública.
Entre as condutas apontadas estão a liberação irregular de veículo apreendido, a cobrança de vantagens relacionadas a eventos, o direcionamento do policiamento ostensivo para propriedades e estabelecimentos privados e a utilização de recursos humanos e materiais da Polícia Militar em benefício particular.
As condenações somam 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão. Fabrício Santiago dos Santos permanece preso preventivamente desde janeiro de 2025.
O caso foi investigado pelo Gaeco Sul, que apura a atuação de organizações criminosas e possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos na região sul da Bahia.
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