ALERTA APÓS OS 60: risco aumenta com a idade e exige atenção contínua
Quatro em cada cinco casos surgem depois dos 50 anos, segundo o INCA

O câncer de mama após os 60 merece atenção contínua, já que o risco aumenta com o envelhecimento. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de quatro em cada cinco casos aparecem depois dos 50 anos. Para o triênio 2026-2028, a estimativa aponta 78.610 novos diagnósticos por ano no Brasil.
A doença deverá responder por aproximadamente 30% dos novos casos de câncer entre mulheres brasileiras, sem considerar tumores de pele não melanoma.
Desde 2025, o Ministério da Saúde recomenda mamografia a cada dois anos para mulheres entre 50 e 74 anos no SUS. Porém, essa faixa não significa que mulheres mais velhas devam interromper o acompanhamento.
“Completar 60, 70 ou mais anos não significa que a atenção à saúde das mamas possa ser interrompida. Não deveríamos simplesmente estabelecer uma data de validade para a prevenção”, afirma a geriatra Theodora Karnakis.
Segundo a especialista, médicos devem considerar saúde geral, funcionalidade, expectativa de vida, riscos dos exames e preferências da paciente.
Sintomas suspeitos precisam de investigação em qualquer idade
Além do rastreamento periódico, qualquer alteração nova precisa de avaliação médica. Nódulos, mudanças na pele ou no formato da mama, retração do mamilo e secreções estão entre os sinais que exigem investigação.
“Se surgir um nódulo, alteração na pele ou no formato da mama, retração do mamilo, secreção ou qualquer mudança nova e persistente, essa alteração precisa ser avaliada”, orienta Theodora.
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A investigação pode envolver mamografia, ultrassonografia e, quando necessário, biópsia. Nesse procedimento, especialistas analisam fragmentos do tecido para confirmar o diagnóstico e identificar características do tumor.
A patologista Marina De Brot explica que essa análise ajuda a determinar o tipo, o grau e aspectos moleculares da doença. Assim, mastologistas e oncologistas podem definir uma estratégia mais adequada.
A idade, sozinha, também não determina o tratamento. Condições clínicas, medicamentos, nutrição, cognição, autonomia e suporte familiar podem influenciar a conduta.
“Duas mulheres de 75 anos podem ter condições de saúde, funcionalidade, autonomia e reserva fisiológica completamente diferentes”, explica Theodora.
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