ALERTA! Brasileiros se consideram saudáveis, mas hábitos aumentam risco de câncer, revela pesquisa
Levantamento mostra que 63% dos adultos estão acima do peso, enquanto 42% nunca fazem exercícios e parte mantém consumo frequente de álcool.

Os hábitos que aumentam o risco de câncer fazem parte da rotina de muitos brasileiros que, ainda assim, consideram a própria saúde positiva. Segundo pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center e da Nexus, 59% dos entrevistados classificaram a saúde como ótima ou boa. Porém, os dados informados pelos próprios participantes revelaram que 63% dos adultos estão acima do peso.
O levantamento ouviu 2.015 pessoas em todo o país. Além disso, 37% apresentaram sobrepeso e 26% obesidade, conforme critérios da Organização Mundial da Saúde. “O excesso de peso é hoje reconhecido pela ciência como fator de risco para mais de dez tipos de câncer, entre eles os de intestino, mama, pâncreas e esôfago”, afirmou Victor Piana, patologista e CEO do A.C.Camargo Cancer Center.
Por outro lado, a falta de exercícios também chama atenção. Cerca de 42% dos entrevistados disseram que nunca praticam atividade física. Entre aqueles que se exercitam, a média ficou em apenas 2,4 dias por semana. Segundo Piana, o exercício regular ajuda a controlar o peso e pode reduzir o risco de alguns tumores.
Álcool e alimentação também entram no alerta
Apesar dos fatores de risco, a pesquisa encontrou um dado positivo na alimentação. Cerca de 66% afirmaram consumir frutas, verduras, legumes, ovos e carnes frescas em seis ou mais dias da semana. Entretanto, 29% apontaram o preço desses alimentos como barreira para uma dieta saudável.
Além disso, 58% afirmaram não consumir bebidas alcoólicas. Outros 30% disseram beber de um a dois dias por semana. Já 5% relataram consumo entre cinco e sete dias. O álcool está associado ao aumento do risco de diferentes tipos de câncer.
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Mesmo entre os participantes que bebem com maior frequência, 64% avaliaram a própria saúde como ótima ou boa. Porém, o resultado mostra apenas a percepção dos entrevistados.
“O maior risco do brasileiro, portanto, não está no que ele sente, e sim no que ele não percebe”, afirmou Piana. Segundo o especialista, excesso de peso, sedentarismo, cigarro e álcool são fatores modificáveis e merecem atenção nas estratégias de prevenção.
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