Greve dos Correios segue sem previsão de término; entenda como ficam as entregas
Paralisação nacional começou na sexta-feira (11)

A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14/9) por tempo indeterminado. A paralisação teve início na sexta-feira (11), após a categoria rejeitar uma proposta apresentada pela empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.
Corrida Impacto reúne 450 participantes e supera expectativas em Conceição do Jacuípe
De acordo com a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), ainda não há previsão para o fim da greve. A entidade afirma que os trabalhadores reivindicam avanços nas negociações, manutenção de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes.
Um dos principais pontos de divergência é justamente o plano de saúde. Segundo a FINDECT, a direção dos Correios pretende promover mudanças no benefício oferecido aos trabalhadores.
Apesar da paralisação, os Correios afirmam que as agências continuam abertas e que a empresa adotou medidas para tentar reduzir os impactos da greve sobre os serviços postais.
Como ficam as entregas durante a greve dos Correios
Os Correios informaram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em funcionamento durante a paralisação.
Entre as medidas adotadas estão o deslocamento de funcionários administrativos para auxiliar nas atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo de encomendas e correspondências.
A estatal, no entanto, não informou quais regiões podem sofrer maior impacto nem se haverá alteração nos prazos de entrega.
Em caso de dúvidas sobre uma encomenda ou outro serviço, os clientes podem entrar em contato com os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa.
TST determina manutenção de 80% dos funcionários
Após o fim da mediação entre os Correios e os trabalhadores sem acordo, a empresa entrou com um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) na sexta-feira (11).
No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, que 80% do efetivo dos Correios seja mantido em atividade em cada unidade ou estabelecimento durante a greve.
A determinação abrange trabalhadores de setores como atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte consideradas necessárias para a continuidade dos serviços postais.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.
Até a data do julgamento, as partes ainda podem chegar a um acordo. A FINDECT orientou os sindicatos filiados a manterem a paralisação e as mobilizações enquanto não houver uma solução para o impasse.
Estados e regiões que aderiram à greve
Segundo a FINDECT, sindicatos de diferentes estados e regiões aprovaram a paralisação. Entre eles estão:
Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Campinas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima, Ribeirão Preto, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São José do Rio Preto, Santa Maria, Tocantins, Uberaba, Vale do Paraíba, Bauru e região, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santos e região e São Paulo.
No Acre, a assembleia estava prevista para esta segunda-feira (14), conforme a federação.
Correios enfrentam crise financeira
A greve ocorre em meio a uma situação financeira delicada dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos.
No primeiro semestre de 2026, os Correios registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões. A estatal também teve prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano.
A empresa espera receber um novo empréstimo de R$ 7 bilhões até 15 de setembro. O recurso deve ser obtido por meio de um consórcio de bancos, que inclui instituições estrangeiras e o Banrisul.
No fim de 2025, os Correios haviam recebido um empréstimo de R$ 12 bilhões.
O que dizem os Correios
Em nota, os Correios afirmaram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em funcionamento e reduzir os impactos da paralisação.
A empresa informou que adotou medidas como a mobilização de funcionários administrativos para atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.
Os Correios também destacaram que a rede de agências permanece aberta ao público.
A estatal afirmou ainda que respeita o direito de greve dos trabalhadores, mas classificou o momento como sensível devido à situação econômico-financeira da empresa.
Segundo os Correios, a companhia mantém como prioridades a redução de despesas, o aumento da eficiência, a modernização da operação e a geração de novas receitas.
FALA GENEFAX quer ouvir você!
Viu algo importante acontecendo no seu bairro?
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606
Sua colaboração pode virar destaque!