Morador de Conceição do Jacuípe vai lutar na guerra da Ucrânia
Brasileiros que seguem para o conflito enfrentam riscos e remuneração variável

O morador de Conceição do Jacuípe Caio Feitosa viajou à Ucrânia para trabalhar no contexto da guerra e aparece ao lado de outros brasileiros em um vídeo divulgado neste domingo (13). Durante a apresentação, ele menciona o município baiano e envia um abraço aos conterrâneos.

A apuração do FALA GENEFAX confirmou a veracidade do vídeo e a viagem de Caio. Publicações no perfil pessoal dele no Instagram também registram o deslocamento e a chegada ao país.
Na abertura da gravação, o responsável pelo vídeo anuncia a chegada de brasileiros e convida os integrantes do grupo a se apresentarem. Os participantes mencionam cidades como Belo Horizonte, Recife, Cachoeiro de Itapemirim e Salvador.

Não foi possível confirmar a data e o local exato da gravação. Também não foram informados a função que Caio exercerá, sua eventual vinculação a uma unidade militar ou os valores de um possível contrato.
Brasileiros na guerra da Ucrânia
A ida de brasileiros ocorre em meio ao recrutamento de estrangeiros pelas forças ucranianas. Em junho, o presidente Volodymyr Zelensky anunciou a ampliação desse recrutamento e planos para aumentar os pagamentos aos militares, diante da falta de pessoal, segundo a Reuters.
Os riscos incluem morte em combate, ferimentos e desaparecimento. Em balanço divulgado em 30 de julho, o Itamaraty informou ter recebido notificações oficiais de 35 brasileiros mortos e 92 desaparecidos na guerra.
O ministério desaconselha o alistamento em forças estrangeiras e alerta para dificuldades enfrentadas por brasileiros que tentam deixar o serviço militar. A assistência consular pode ser limitada pelos contratos assinados, e o retorno ao Brasil não tem custeio público garantido.
Quanto recebem os estrangeiros
A remuneração varia conforme o contrato, a função e a exposição ao combate. Uma página oficial das forças ucranianas informa pagamento básico a partir de 20.200 hryvnias, moeda da Ucrânia, por mês, inclusive durante o treinamento.
O mesmo documento prevê adicionais a partir de 30 mil hryvnias pela atuação em área operacional e de 100 mil hryvnias pela participação em combates, calculados proporcionalmente aos dias de serviço nas condições previstas. Os valores são apresentados pelas forças ucranianas e não significam que todo estrangeiro receba a mesma quantia.
Há ainda anúncios de novas condições salariais. Em junho, a Reuters noticiou planos de elevar o salário básico para 30 mil hryvnias, aproximadamente US$ 700 à época, e pagamentos de até 300 mil hryvnias, cerca de US$ 7 mil, para soldados de infantaria na linha de frente.
Esses anúncios não permitem determinar quanto Caio Feitosa receberá. Não há informação confirmada sobre a remuneração ou as condições de sua atuação na Ucrânia.
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