Lixo proveniente de “acumulador” preocupa moradores em Conceição do Jacuípe
Vizinhos relatam aparecimento de escorpiões, barbeiros e outros animais e cobram providências das autoridades.
Moradores do Loteamento Portal da Cidade, localizado atrás da Pousada Paraíso, em Conceição do Jacuípe, procuraram o FALA GENEFAX para denunciar uma situação de acúmulo de lixo, materiais recicláveis e objetos diversos em um imóvel da localidade.
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Os moradores afirmam que a quantidade de materiais acumulados tem provocado preocupação principalmente por causa da presença de crianças pequenas, recém-nascidos e famílias que vivem nas proximidades.

Um dos moradores contou que alugou um ponto na rua para instalar uma serralheria, mas afirma que a situação tem dificultado o início das atividades.
“Eu aluguei esse ponto para trabalhar e abrir uma serralheria, mas não tenho condições por causa disso. Tem criança pequena na rua, recém-nascido e já começaram a aparecer barbeiros e escorpiões”, relatou.

Ainda segundo os moradores, também há presença frequente de gatos no local. Um deles afirma ter encontrado recentemente 12 filhotes, que estavam com fome e precisaram ser alimentados.
A preocupação não se restringe ao aspecto visual. O acúmulo inadequado de lixo e objetos pode favorecer a proliferação de insetos, roedores e outros animais, trazendo riscos sanitários para quem vive nas proximidades. A própria Prefeitura de Conceição do Jacuípe já alerta que o descarte e o acúmulo irregular de resíduos podem provocar mau cheiro, proliferação de insetos e riscos à saúde pública.
Acumulação também pode envolver questão de saúde mental
É importante destacar que não é possível afirmar que uma pessoa possui transtorno de acumulação apenas pela existência de grande quantidade de objetos em um imóvel. O diagnóstico depende de avaliação feita por profissionais de saúde.
O chamado transtorno de acumulação é reconhecido pelas classificações internacionais de saúde e está relacionado à dificuldade persistente de descartar ou se desfazer de objetos, podendo comprometer a utilização dos espaços e causar impactos sociais, familiares e sanitários. A condição exige abordagem cuidadosa e acompanhamento especializado, e não apenas a retirada dos materiais.
Em situações como a relatada pelos moradores, especialistas recomendam que as autoridades avaliem tanto os riscos sanitários e ambientais quanto a eventual necessidade de acompanhamento social e de saúde da pessoa envolvida.
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