Lula diz buscar quarto mandato para impedir volta de direita que ‘ria de asfixiados’
Presidente criticou a condução da pandemia no governo Bolsonaro e apresentou prioridades para um novo mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (16), que decidiu disputar um quarto mandato para impedir o retorno da direita ao Palácio do Planalto. A declaração foi feita durante o lançamento oficial de sua campanha à reeleição, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo.
O evento aconteceu no Estádio Municipal 1º de Maio, também conhecido como Vila Euclides. O local foi palco das greves dos metalúrgicos lideradas por Lula no final da década de 1970 e está ligado ao início de sua trajetória sindical e política.
“Enquanto eu for vivo, não vou parar de lutar”, declarou o presidente.

Durante o discurso, Lula voltou a responsabilizar o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela condução da pandemia de covid-19. Segundo o petista, sua candidatura busca evitar o retorno de um grupo político que, na avaliação dele, agiu de forma irresponsável durante a crise sanitária.
Quarto mandato seria o segundo período consecutivo da atual passagem
Lula governou o Brasil entre 2003 e 2010, após ser eleito em 2002 e reeleito em 2006. Ele voltou ao Palácio do Planalto em janeiro de 2023, depois de vencer as eleições de 2022.
Caso seja reeleito em 2026, Lula exercerá o quarto mandato presidencial de sua carreira e o segundo consecutivo da atual passagem pelo governo federal.
A candidatura foi oficializada pelo PT, com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) novamente na chapa. A aliança reúne PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede.
No lançamento da campanha, Lula adotou o slogan “O Brasil pronto para mais” e o lema “Onde tudo começou”. O ato contou com a presença de Alckmin, da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, do candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e de outros aliados.

Educação, saúde e segurança aparecem no discurso
Ao defender um novo mandato, Lula citou ações de seus governos nas áreas de educação, saúde, habitação, abastecimento de água e geração de empregos. O presidente afirmou que pretende ampliar o ensino profissionalizante, o acesso às universidades e as escolas de tempo integral.
A segurança pública também apareceu no discurso. Lula voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública, condicionada à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança pelo Congresso Nacional.
O pronunciamento durou mais de 30 minutos e combinou propostas eleitorais com referências à trajetória sindical e aos três mandatos exercidos pelo presidente.
Flávio Bolsonaro defende atuação do pai na pandemia
Principal adversário de Lula no campo bolsonarista, o senador Flávio Bolsonaro (PL) não havia respondido diretamente às declarações feitas no evento até a última atualização desta matéria.
Em uma sabatina realizada no início de agosto, Flávio defendeu a atuação do pai durante a pandemia. Ele afirmou que o governo Bolsonaro disponibilizou vacinas para quem desejasse receber o imunizante.
Flávio também prometeu que, caso seja eleito, garantirá o fornecimento de vacinas em futuras emergências sanitárias.
FALA GENEFAX quer ouvir você!
Viu algo importante acontecendo no seu bairro?
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606
Sua colaboração pode virar destaque!
