Suspeito de matar esposa é preso após 3 dias escondido em mata

Sirley Pereira Gomes, de 42 anos, tentou buscar ajuda na casa de vizinhos após uma discussão

Um homem de 42 anos, suspeito de matar a esposa a tiros, foi preso nesta quarta-feira (12/8), depois de passar três dias escondido em uma região de mata em Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso. A vítima, Sirley Pereira Gomes, também de 42 anos, morreu no domingo (9), após ser baleada durante uma discussão com o marido.

O suspeito foi identificado como Diogo Tavares. Segundo informações atribuídas à Polícia Civil de Mato Grosso, ele conhecia bem a região onde estava escondido e possuía equipamentos utilizados em atividades na mata, o que teria dificultado sua localização durante as buscas.

O crime ocorreu na região rural de Cambará, na Fazenda Lagoa Serena. De acordo com as informações apuradas inicialmente pela Polícia Militar, o casal estava em casa quando iniciou uma discussão. Em meio ao desentendimento, Sirley teria tentado fugir em direção à residência de vizinhos para pedir ajuda.

Ainda segundo o relato policial divulgado pela imprensa, o suspeito alcançou a mulher e efetuou disparos. Mesmo ferida, Sirley conseguiu retornar para a residência da família pedindo socorro, mas não resistiu aos ferimentos.

Após os disparos, Diogo deixou o local em um carro e passou a ser procurado pelas forças de segurança. As buscas se concentraram principalmente em áreas de mata próximas à propriedade.

Segundo o delegado Uendel Souza de Jesus, da Polícia Civil de Mato Grosso, as informações levantadas durante a investigação indicavam que o suspeito permanecia escondido na vegetação desde o dia do crime.

As diligências continuaram até que os investigadores receberam a informação de que Diogo havia retornado à própria fazenda e pretendia se entregar. A equipe foi até o local e efetuou a prisão nesta quarta-feira.

O homem foi conduzido à delegacia. Conforme a reportagem do Metrópoles, ele optou por não prestar depoimento naquele momento sem a presença de um advogado. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva por feminicídio, e o pedido foi aceito pela Justiça. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário.

Durante as buscas realizadas na residência do casal, policiais encontraram três armas de fogo: uma garrucha, uma carabina e uma espingarda. A arma apontada pela investigação como possivelmente utilizada no crime não havia sido localizada até a divulgação das informações.

O filho mais velho do casal, de 17 anos, informou aos policiais que havia quatro armas na residência. A Polícia Civil segue responsável pela investigação das circunstâncias do feminicídio.

 

 

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