CONDENAÇÃO: Sargento da reserva é condenado por chefiar milícia armada que aterrorizou a Bahia
Carlos Erlani Gonçalves Santos recebeu pena de seis anos e oito meses por comandar grupo com atuação em conflitos fundiários

O sargento condenado por liderar milícia armada na Bahia é Carlos Erlani Gonçalves Santos, policial militar da reserva. A Justiça o sentenciou, na terça-feira (4), a seis anos e oito meses de prisão.
Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia, o grupo atuou por mais de dez anos na região de Correntina. A organização teria intimidado comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto durante conflitos por áreas rurais.
A decisão aponta Carlos Erlani como líder da estrutura criminosa. No entanto, a defesa ainda pode recorrer da condenação.
Sargento condenado liderava estrutura paramilitar
Conforme as investigações, a milícia utilizava armas, uniformes padronizados e postos de vigilância. Além disso, o grupo mantinha uma divisão interna de tarefas para controlar as áreas ocupadas.
A Justiça atribuiu ao sargento a administração dos recursos e a definição das funções dos integrantes. Ele também controlava as armas utilizadas pela organização, segundo a sentença.
Ainda conforme o MP-BA, empresas de segurança privada sem autorização da Polícia Federal serviam de apoio ao esquema. Os integrantes ameaçavam lideranças comunitárias, restringiam acessos e destruíam cercas.
A denúncia também aponta casos de esbulho possessório, caracterizado pela retirada irregular da posse de um imóvel ou terreno.
A condenação ocorreu após as investigações da Operação Terra Justa. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e a Polícia Civil deflagraram a ação em abril de 2025.
Durante as buscas, as equipes apreenderam armas, munições e equipamentos de comunicação. Esses materiais fortaleceram a investigação sobre a atuação do grupo no oeste baiano.
Apesar da sentença, Carlos Erlani responderá em liberdade enquanto houver possibilidade de recurso. Caso a Justiça mantenha a condenação, ele deverá iniciar a pena no regime semiaberto.
Um policial militar da reserva encerrou o serviço ativo, mas continua vinculado à corporação. A Polícia Militar da Bahia não apresentou posicionamento sobre a condenação até a divulgação do caso.
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