Lula oficializa candidatura à reeleição e faz discurso com foco em soberania, mulheres e idosos
Convenção do PT em São Paulo confirmou a chapa Lula-Alckmin para 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou, neste domingo (2), sua candidatura à reeleição durante convenção nacional do PT realizada no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento confirmou a repetição da chapa com Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente na disputa eleitoral de 2026.
Em um discurso voltado à militância, Lula defendeu a soberania nacional, afirmou que o Brasil deve manter relações com diferentes países, mas sem aceitar interferências externas, e reforçou que o tema deverá ocupar espaço central na campanha. A defesa da soberania já vinha sendo usada pelo presidente em agendas partidárias recentes, como na convenção nacional do PDT.
O petista também direcionou parte da fala às mulheres. Durante o ato, Lula chamou a primeira-dama Janja ao palco e afirmou que o evento não poderia deixar de ter uma mulher discursando. Em outro momento, condenou a violência de gênero e disse que quer construir uma sociedade de respeito às mulheres.
Aos 80 anos, Lula também respondeu, de forma indireta, a possíveis críticas sobre idade. O presidente afirmou estar em boas condições para disputar a eleição e fez referência ao desejo de cumprir mais um mandato antes de se afastar da vida eleitoral.
O discurso também teve acenos aos idosos e à educação. Lula afirmou que pretende tratar o tema educacional como prioridade e associou a pauta à reparação de dívidas sociais com a população mais velha.
Antes da fala do presidente, aliados participaram do evento com discursos de apoio à chapa. Entre eles, estiveram lideranças como Fernando Haddad e Simone Tebet, que reforçaram a polarização política da campanha e defenderam a eleição de uma base parlamentar alinhada ao projeto governista.
A convenção ocorre dentro do calendário eleitoral definido pelo Tribunal Superior Eleitoral. Os partidos e federações podem realizar convenções entre 20 de julho e 5 de agosto, enquanto a propaganda eleitoral geral começa a partir de 16 de agosto.
Com a oficialização, Lula inicia a campanha em busca do quarto mandato presidencial, fato sem precedentes na história política brasileira. A chapa terá apoio de partidos como PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede, além do PT.
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