Menino de 3 anos morre após ser espancado pelo pai por não dar “bom dia”

A Polícia Civil confirmou, na madrugada desta quinta-feira (9/7), a morte de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, que havia sido brutalmente agredido pelo próprio pai no município de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

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O principal suspeito é um missionário norte-americano, de 33 anos, que confessou o crime e está preso preventivamente desde o último domingo (5). Em depoimento à polícia, ele afirmou que agrediu o filho porque a criança não teria lhe dado “bom dia”.

De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação, o homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen do menino, além de bater a cabeça da criança contra o chão. As agressões aconteceram na residência da família, localizada no distrito de Águas Claras, em Viamão.

Após o ataque, o próprio pai levou Oliver ao hospital de Viamão. Em razão da gravidade dos ferimentos, o menino foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, onde permaneceu internado em estado gravíssimo. A morte foi confirmada nesta quinta-feira.

Ao identificar diversas lesões compatíveis com agressão, a equipe médica acionou a Polícia Militar. O suspeito foi preso em flagrante ainda no hospital e, durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (6), a Justiça converteu a prisão em preventiva.

Segundo a Polícia Civil, há registros em pelo menos outros dois estados brasileiros indicando que três dos outros filhos do casal, com idades de 5, 7 e 9 anos, também podem ter sido vítimas de agressões semelhantes. A situação de um bebê de 1 ano ainda está sendo investigada e, até o momento, não há confirmação de violência contra a criança.

Por determinação do Conselho Tutelar, os cinco filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional.

Além das agressões contra as crianças, a investigação também apura possíveis episódios de violência doméstica praticados contra a esposa do missionário. A polícia solicitou uma medida protetiva em favor da mulher.

A família vive no Brasil há cerca de nove anos e havia se mudado para Viamão aproximadamente seis meses antes do crime.

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