Jovens que sumiram após passeio são encontradas mortas em cova
Amigas estavam desaparecidas desde a última sexta-feira (10)

Os corpos das amigas Elen Santos da Silva, de 21 anos, e Tamara Martins Guimarães, de 23, foram encontrados em uma cova nesta terça-feira (14/4), em uma área de vegetação de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. As duas estavam desaparecidas desde a última sexta-feira (10), após saírem para um passeio na região de Corumbau.
De acordo com a polícia, as jovens foram vistas pela última vez ainda na sexta, e a confirmação das mortes ocorreu após a localização dos corpos. No entorno do local, foram encontrados um par de chinelos e um celular, que passarão por perícia e podem ajudar a esclarecer os últimos passos das vítimas.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde serão realizados exames de necropsia. Os laudos devem apontar a causa das mortes e contribuir para o avanço das investigações.
Segundo a Polícia Civil, suspeitos de envolvimento no crime já foram identificados, mas até o momento ninguém foi preso. A principal linha de investigação ainda não foi divulgada. A forma como os corpos foram encontrados levanta a hipótese de ocultação de cadáver, o que também é apurado.
Elen e Tamara moravam juntas na Aldeia Xandó, área localizada no distrito de Caraíva. Tamara era mãe de uma criança de três anos. Antes de sair, ela deixou a filha com a patroa e disse que retornaria no dia seguinte.
Uma carta atribuída a Elen, com teor de despedida, chegou a circular nas redes sociais após o desaparecimento. No entanto, segundo a família, o texto fazia parte de uma dinâmica da empresa onde ela trabalhava. A polícia investiga o contexto em que o documento foi produzido.
Familiares informaram que as duas saíram de moto com a intenção de fazer o trajeto Corumbau-Prado-Montinho e, depois, seguir para Porto Seguro. A motocicleta utilizada pertencia a Tamara. Após a saída, elas não deram mais notícias.
Com o desaparecimento, as famílias acionaram a polícia, que realizou buscas com apoio da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), que atua na região devido a conflitos fundiários.
Ainda segundo familiares, Elen não apresentava comportamento estranho antes de desaparecer e não tinha envolvimento com drogas.
O caso segue sob investigação, e a polícia trabalha para esclarecer a motivação do crime e localizar os responsáveis.