“Tive que ir para as redes sociais pedir ajuda”: Ex-mulher rebate acusações de Sadan

Em entrevista na DEAM de Feira de Santana, Camila desmentiu a versão do ex-companheiro

Após a repercussão das declarações de Leandro Brito de Jesus Santos, “Sadan” de 36 anos, que procurou a imprensa para negar as acusações de tentativa de feminicídio, o portal FALA GENEFAX ouviu a versão de sua ex-companheira. Diretamente da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) em Feira de Santana, Camila rebateu as falas do ex-marido, apresentou novas denúncias e explicou o motivo de ter exposto o caso nas redes sociais.

Abalada com a entrevista concedida por Leandro, Camila afirmou que a atitude do ex-companheiro foi um “baque” e o acusou de mentir publicamente, ressaltando que ele não se apresentou à delegacia em nenhum momento para prestar esclarecimentos às autoridades.

A dinâmica da queda de moto

Enquanto Leandro alegou ter dado um chute apenas no rapaz que acompanhava Camila durante uma confusão, a jovem apresentou uma versão completamente diferente e afirmou ter provas. Segundo ela, existem câmeras de segurança que registraram o momento exato em que Leandro desferiu um chute proposital no guidão da motocicleta em que ela estava.

Com o impacto, Camila caiu e sofreu diversos ferimentos pelos braços e pernas. Ela informou que já realizou o exame de corpo de delito. “A partir do momento que você chuta o guidão de uma moto, é para a pessoa morrer. Ele vai para a rede social dizer que é um homem bom e que não fez por mal?”, questionou a vítima, relatando que, após o ocorrido, Leandro teria ido até a porta da casa da mãe dela, chorando, para tentar se justificar.

Histórico de violência e clonagem de celular

Camila desmentiu a afirmação de que o relacionamento de seis anos foi pacífico e de que o término teria ocorrido por traição. Ela esclareceu que a separação, ocorrida há mais de cinco meses, foi motivada pelas mentiras do ex-companheiro e por um comportamento abusivo que se intensificou quando foram morar juntos.

A jovem revelou um histórico de violência que já havia gerado boletins de ocorrência no passado, na cidade de Coração de Maria. “Minha relação com ele sempre foi conturbada. Eu tenho foto com minha boca quebrada e fotos de armas que ele me mandava para me ameaçar”, relatou.

Além das agressões físicas e psicológicas, Camila denunciou que precisou trocar de número de telefone. Como o chip antigo estava registrado no nome de Leandro, ela afirma que ele clonou seu aparelho e invadiu suas redes sociais e contas pessoais.

Medo e grito de socorro na web

Questionada sobre a exposição do caso na internet, Camila explicou que seu perfil sempre foi privado e que as postagens foram um ato de desespero. Temendo por sua vida e sentindo que a resolução do caso estava demorando, ela pediu para amigos compartilharem a denúncia na tentativa de chamar a atenção das autoridades, uma vez que Leandro estaria dificultando o trabalho da polícia ao não fornecer um endereço fixo.

“Eu não posso sair na rua. Tive que ir para as redes sociais pedir ajuda porque eu ia na delegacia e mandavam esperar. Esperar mais o quê? A morte?”, desabafou.

Atualmente, a DEAM de Feira de Santana está tentando localizar Leandro para entregar a intimação. Uma medida protetiva já está em fase de liberação pela Justiça para garantir que ele mantenha distância de Camila e de seus familiares.

O recado final da jovem para o ex-companheiro foi direto: “Me deixe em paz e pare de espalhar mentiras. Se ele está tão na razão, que venha na delegacia, porque eu, na minha razão, vim”.

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