Ataques de cães deixam 13 ovelhas mortas
Os animais eram da raça Dorper e faziam parte de um rebanho desenvolvido há cerca de seis anos

Treze ovelhas foram mortas após ataques de cães no povoado de Guanabara, zona rural de Serrinha, entre a madrugada e a tarde de domingo (5/4). O caso tem gerado preocupação entre produtores rurais da região.
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De acordo com o proprietário do rebanho, William Henrique, que é secretário de Finanças do município, o primeiro ataque aconteceu por volta de 1h40 e resultou na morte de nove ovelhas. Os animais eram da raça Dorper e faziam parte de um rebanho desenvolvido há cerca de seis anos, com foco em melhoramento genético. Além das mortes, outras ovelhas ficaram feridas.
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação de pelo menos dois cães, com a possibilidade de um terceiro animal envolvido no ataque. O caso foi divulgado pelo próprio secretário em um vídeo nas redes sociais.
Horas depois, já no período da tarde, um novo ataque foi registrado na mesma propriedade, deixando mais quatro ovelhas mortas. Ao todo, 13 animais morreram no mesmo dia.
Segundo William Henrique, a situação não é isolada. Em menos de 30 dias, outros episódios semelhantes foram registrados em Serrinha, o que tem aumentado a preocupação de criadores, diante dos prejuízos causados à produção de ovinos.

Em nota, a Prefeitura de Serrinha informou que acompanha os casos recentes de ataques a rebanhos na zona rural. O município destacou que realiza castrações diárias por meio do Centro Cirúrgico Municipal e firmou convênio com o CONSISAL para iniciar, ainda neste mês, a castração de 700 cães da zona rural.
A gestão municipal informou ainda que os animais serão microchipados, com o objetivo de identificar os tutores e facilitar a responsabilização em casos de ataques. Também são realizadas campanhas permanentes de conscientização sobre bem-estar animal, com foco no combate ao abandono e na orientação para que os cães sejam mantidos sob controle.
A prefeitura orienta que criadores afetados registrem boletim de ocorrência na delegacia e comuniquem os casos à ADAB e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para que as medidas cabíveis sejam adotadas.
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