Banco Central acelera nova fase do Pix; veja novidades
Agenda inclui cobrança híbrida, split tributário e duplicata no Pix

O Banco Central anunciou uma nova etapa de modernização do Pix e colocou na agenda de 2026 uma série de ajustes para ampliar o alcance do sistema de pagamentos instantâneos no país. Entre os principais pontos previstos para este ano estão a cobrança híbrida, o split tributário, a integração com conta-salário e Pix Automático, além do avanço da chamada duplicata no Pix, que ainda aparece como tema não iniciado na agenda evolutiva.
Na prática, a cobrança híbrida permitirá que uma mesma cobrança ofereça pagamento tanto por boleto quanto por QR Code do Pix. Segundo a apresentação oficial do Fórum Pix, a inserção dessa possibilidade no Regulamento do Pix está prevista para junho de 2026. Já o split tributário, ligado ao novo modelo da reforma tributária, é tratado pelo Ministério da Fazenda como um instrumento para recolhimento automático de tributos no momento da transação, com foco em reduzir sonegação, inadimplência e fraudes.
O Banco Central também mantém no radar projetos de prazo mais longo, já posicionados na agenda 2027 em diante, como o Pix por aproximação com pagador offline, o Pix em garantia, o Pix internacional e novas evoluções do Pix Automático. Isso indica que nem todas as novidades devem chegar ainda este ano, embora o pacote de modernização já esteja em andamento.
Hoje, o Pix já é o meio de pagamento mais usado no Brasil. Segundo dados divulgados pelo próprio Banco Central, o sistema movimentou R$ 26,4 trilhões em 2024, o que reforça o peso da ferramenta na rotina financeira dos brasileiros e na estratégia de expansão do sistema.
As mudanças ocorrem em meio a um cenário de pressão internacional. Em julho de 2025, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) abriu uma investigação formal, com base na Seção 301, sobre práticas brasileiras relacionadas a comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos. Em reportagens posteriores, a Reuters informou que o governo norte-americano vê o Pix como um sistema potencialmente desfavorável a empresas do setor de cartões, como Visa e Mastercard.
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