Discussão por preço de comida em lanchonete termina com jovem morto

Segundo uma familiares, o jovem tinha deficiência intelectual e fazia uso de medicação controlada.

Um jovem de 20 anos foi morto e uma mulher conseguiu escapar de uma tentativa de sequestro na madrugada desta quarta-feira (1º/4), no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. O crime teria sido motivado por uma discussão em uma lanchonete da região.

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A vítima foi identificada como Daniel Queiroz de Oliveira. De acordo com as informações, ele foi morto a tiros. O corpo foi encontrado na praia, em uma área próxima à Vila dos Pescadores, e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por necropsia.

A mulher, identificada como Geisa Souza Oliveira, conseguiu fugir e buscar ajuda em um estabelecimento comercial.

Geisa contou que estava com Daniel no Largo de Santana, onde consumiam bebidas, quando compraram uma porção de carne do sol em uma lanchonete. Ao pedirem para embalar o alimento para levar a outro local, houve uma discordância sobre o valor cobrado, considerado abusivo por ela, o que deu início a uma discussão.

Ainda segundo o relato, após o desentendimento, um grupo de homens abordou Daniel e o levou para um local desconhecido. Ao mesmo tempo, outros suspeitos tentaram sequestrar Geisa, que conseguiu escapar e se esconder.

Policiais militares da 12ª CIPM foram acionados pelo Cicom por volta das 0h20 e realizaram buscas na região. Durante as rondas, um homem identificado como Jackson Reis dos Santos foi localizado. Segundo a Polícia Militar, ele apresentava características semelhantes às informadas na ocorrência e foi reconhecido por Geisa como participante da tentativa de sequestro. O suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde permanece preso.

Durante diligências na faixa de areia da Vila dos Pescadores, os policiais encontraram vestígios que podem estar ligados ao crime, como manchas de sangue, um boné e uma sandália. De acordo com Geisa, os objetos pertenciam a Daniel.

A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura a autoria e a motivação do crime.

Familiares de Daniel informaram que ele não tinha passagens pela polícia e não costumava frequentar o bairro onde o crime aconteceu. Segundo a tia do jovem, ele tinha deficiência intelectual, fazia uso de medicação controlada e trabalhava lavando carros. A família também relatou que ele saiu de casa dizendo que encontraria uma mulher.

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