Turistas enfrentam horas de sufoco após ônibus ficarem atolados em Cabuçu

Turistas e rodoviários passaram por momentos de tensão e indignação após cinco ônibus ficarem retidos na localidade de Cabuçu, no Recôncavo baiano. Segundo denúncias, cerca de 230 passageiros tiveram que aguardar por horas depois que um dos veículos ficou atolado em um trecho de lama, sem qualquer apoio da administração municipal.
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De acordo com relatos, os passageiros começaram a enfrentar o problema por volta das 17h. Mesmo após o pagamento de uma taxa de R$ 1 mil referente ao estacionamento dos ônibus, os responsáveis pelos veículos afirmam que não receberam nenhum tipo de suporte da prefeitura para retirar o coletivo preso no atoleiro.
A situação gerou revolta entre os motoristas e turistas, principalmente diante de denúncias de uma suposta “máfia” de cobranças irregulares. Conforme os relatos, pessoas responsáveis pela cobrança teriam solicitado que os valores fossem depositados em contas particulares, e não em canais oficiais da prefeitura.
Sem qualquer assistência pública, os próprios motoristas precisaram contratar uma retroescavadeira particular para remover o ônibus atolado, desembolsando cerca de R$ 600 do próprio bolso. O único apoio recebido no local teria vindo de comerciantes e barraqueiros da região, que se solidarizaram com a situação dos visitantes.
Somente por volta das 22h o grupo conseguiu deixar a localidade, após mais de cinco horas de espera. Indignados, os denunciantes cobraram transparência sobre a destinação das taxas pagas e criticaram a falta de infraestrutura e assistência no local.
O episódio acende um alerta para turistas e empresas de transporte que visitam a região, diante das reclamações sobre possíveis cobranças indevidas e ausência de suporte por parte de órgãos públicos locais.
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