Cerca de sete anos após o assassinado do engenheiro Sérgio de Brito Domingos, a Polícia Civil da Bahia identificou, nesta terça-feira (10/7), o suspeito do crime praticado em 2015, em um condomínio do bairro da Barra, em Salvador. O inquérito aponta que Domingos foi vítima de latrocínio, quando é roubo seguido de morte.
A identificação foi feita em investigação policial e com análise do Departamento de Polícia Técnica (DPT), segundo o Correio. Um homem de 31 anos que está preso na Penitenciária Lemos de Brito por latrocínio e furto foi identificado por uma comparação de materiais genéticos. O DNA do suspeito, que não teve a identidade revelada, estava em uma bituca de cigarro deixada na cena do crime.
Segundo a Polícia Civil, os dados do acusado foram inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) após o trabalho de investigação da 14ª Delegacia Territorial (DT) da Barra e de peritos da Coordenação de Genética Forense do Laboratório Central de Polícia Técnica (LCPT). A partir daí, houve compatibilidade entre o material achado na cena do crime com o do acusado.
A PC destaca que isso só foi possível por conta de um trabalho iniciado em 2018 pelo DPT, dentro das unidades prisionais, para coletar o DNA de suspeitos condenados por crimes graves, inserindo-os no banco. Em janeiro desse ano, a equipe de genética forense, responsável por realizar os exames dos materiais coletados e gerenciar o banco de dados, detectou a conexão dos materiais biológicos e apontou o principal suspeito do crime.
Após identificação, o homem suspeito foi interrogado por seis horas pela delegada Mariana Ouais, da 14ª DT, e confessou o crime de maneira fria e detalhada, segundo a polícia. “Ele não aparentava estar arrependido por ter tirado uma vida, mas sim por que isso agravaria a pena. Durante a conversa ele tentava fugir dos assuntos, mas chegou o momento que ele confessou todo o crime”, diz a delegada.
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