Polícia conclui que namorada agrediu jovem que teve barriga cortada em praia de Guarapari

A Polícia Civil concluiu que a namorada do jovem que acordou com um corte profundo na barriga e parte do intestino exposto, na praia do Ermitão, em Guarapari, no Espírito Santo, no dia 16 de janeiro, foi a autora dos ferimentos do estudante, e que o casal estava sozinho no local.
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A informação foi divulgada em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (27/4), e consta no relatório final do inquérito policial, que decidiu pelo indiciamento da namorada.
Após ser indiciada, a mulher foi denunciada pelo Ministério Público como autora da agressão, e a Justiça aceitou a denúncia, tornando Lívia Lima Simões Paiva Pedra, de 20 anos, ré.
As versões da denúncia do MP e a apresentada pelo casal diferem. Os dois dizem que foram atacados.
“Uma investigação difícil para a Polícia Civil. Tratava-se de um casal, um local ermo, de madrugada, não tinha testemunha, outras informações, a não ser o casal. Foi dificultada em relação a isso, mas o delegado reuniu informações para indiciar a moça por ela apresentar lesões nas mãos e o rapaz ter tido um corte grotesco. Chega a conclusão de que possivelmente foi a moça, utilizando de elemento cortante, que retirou o intestino do rapaz”, disse o delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Santos Arruda.
O delegado responsável pela investigação, Franco Malini, falou sobre os elementos que levaram ao indiciamento da jovem. Segundo ele, o corte deve ter sido feito com um caco de vidro. O delegado explicou que os cortes que a namorada apresentava nas mãos indicava um ataque dela contra alguém.
Ainda de acordo com Malini, ambos confirmaram o uso de “quadradinho”, que seria LSD, e disseram não se lembrar do que houve após terem alucinações. Só se recordam de acordar e ele estar com a barriga aberta.
O perito Fabrício Pelição, chefe do Departamento de Laboratório Forense, disse que o rapaz não passou por exame toxicológico, pois estava internado por conta dos ferimentos, mas que o cabelo da jovem foi analisado. Conforme o perito, o tempo entre o fato e a coleta do material atrapalha as investigações.
Versão da polícia e da denúncia do MP
A denúncia que acompanha o indiciamento feito pela Polícia Civil foi entregue à Justiça no final de março. O documento diz que Lívia agiu “por motivação desconhecida e impulsionada pelo uso de drogas”.
Ela foi denunciada por lesão corporal grave, mas não foi solicitada a prisão, e ela deve responder em liberdade. Caso seja condenada pelo crime, a pena é de dois a oito anos de detenção.
Por conta dos ferimentos, o estudante chegou a ser internado duas vezes.
Versão do casal
O advogado contratado pelas famílias dos jovens, Léo Machado, disse que o casal foi vítima de um ataque praticado por terceiros.
Machado afirmou que o casal fazia um luau na praia, quando foi vítima do ataque.

Advogado confirmou a veracidade de uma imagem que circula nas redes social e mostra o estudante falando em um grupo sobre o ataque — Foto: Reprodução/TV Gazeta

A imagem de uma conversa do rapaz em um grupo passou a circular na internet e teve a veracidade confirmada pelo advogado da família. Nela, o jovem também diz que ele e a companheira foram vítimas de um ataque.
O casal continua junto, de acordo com o depoimento da vítima à polícia.

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g1

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