‘Segura na mão de Deus e vai’: Alunos relatam medo após sequestro-relâmpago perto de universidade em Salvador

Alunos da UniFTC, instituição de ensino superior localizada na avenida Paralela, em Salvador, relataram medo de transitar nas imediações da universidade depois que uma estudante foi vítima de um sequestro-relâmpago na terça-feira (29/3). Eles reclamaram da falta de segurança na região, principalmente à noite.
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Após o registro do caso, o policiamento foi reforçado no local, com viaturas da Polícia Militar, além de equipes da Guarda Municipal e vigilantes particulares pela instituição. Ainda assim, os estudantes temem transitar pela região. Para eles, a situação é pior no acesso entre a faculdade e a estação de metrô Tamburugy, muito utilizada nos horários de chegada e saída das aulas.
Segundo alguns alunos, que preferiram o anonimato, a circulação de pessoas no trecho reduziu com a pandemia, já que muitos tiveram que deixar de estudar, e realização de atividades remotas foi ampliada. Devido à situação, a facilitou a ação de marginais.
“Está muito deserto, o fluxo de pessoas ainda é reduzido. Não tem policiamento, segurança. A gente tem que passar aqui todo dia, fica exposto”, disse um universitário.
Outra estudante fica aflita, principalmente no encerramento das atividades, pois, tarde da noite, ela precisa seguir a pé até a estação de metrô ou ponto de ônibus, que fica na entrada do terminal.
“A gente tenta se organizar para sair em grupo, porque aqui é muito deserto. Praticamente não tem segurança, nem policiamento. E o shopping [que funciona ao lado da universidade] já está fechado. São poucos ‘gatos pingados’ na rua e a gente segura na mão de Deus e vai”, desabafou a jovem.
A UniFTC declarou que foi informada sobre um assalto que aconteceu na via pública próxima à faculdade no dia 16 de março e, desde então, fortaleceu a segurança nos ambientes de acesso à instituição, como os estacionamentos e a guarita.
A universidade salientou, também, que comunicou o caso à Polícia Militar, e a corporação ampliou o policiamento nas vias públicas que dão acesso ao centro universitário. Além disso, a PM afirmou que atua no patrulhamento da região e que são feitas rondas durante o dia e à noite, com o apoio de equipes da Companhia Independente (CIPM) que atua na região.
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g1 BA

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