Professores da rede municipal de Feira de Santana decretam greve por tempo indeterminado

No final da manhã desta quinta-feira (31/3), professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana decretaram greve por tempo indeterminado.
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A categoria se reuniu na frente da Câmara de Vereadores e se deslocou até a sede da prefeitura da cidade, na manhã desta quinta, com o desejo de negociar pautas, entre elas, o reajuste salarial, com o prefeito Colbert Martins (MDB).
Os professores contaram que não foram atendidos pelo gestor e afirmaram que houve violência por parte dos guardas municipais. Uma professora precisou ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para um hospital, por causa da emissão de gás de pimenta.
“Nós saímos da Câmara de Vereadores com o apoio de todos os vereadores para tentar conversar, negociar com o prefeito. Quando chegamos aqui, fomos abordados de forma violenta, agressiva e nós só estávamos querendo conversar”, contou uma professora.
“No momento que entramos, começaram a jogar spray de pimenta, alguns professores começaram a passar mal, eu consegui entrar. Ontem à noite tivemos uma reunião com a secretária, ela nos atendeu, ficamos até 21h30 aproximadamente, mas infelizmente ela não atendeu nenhum requisito da categoria”.
Em nota, a Prefeitura de Feira de Santana informou que foi surpreendida com a manifestação, a qual chamou de “político-partidária”, com professores ligados à Associação de Professores Licenciados do Brasil (ALPB), o presidente da Câmara Municipal, Fernando Torres (PSD), vestido com uma camisa de dois partidos, o vice-presidente da Câmara, Silvio Dias (PT), o vereador Jhonatas Monteiro (Psol), e outros da oposição.
A prefeitura informou que os manifestantes estavam com os “ânimos exaltados” e a Guarda Municipal agiu “dentro do necessário para exclusivamente defender o patrimônio público, até porque o prédio é tombado como patrimônio histórico e cultural”.
De acordo com a prefeitura, a categoria danificou algumas portas, quebrou vidros, invadiu salas da Secretaria do Governo e ainda tentou agredir funcionários do local.
O órgão afirmou também que outros tiveram que ficar recolhidos no prédio, por estarem temerosos em sofrer um ato de violência. Uma funcionária desmaiou e ambulâncias do Samu foram acionadas por servidores.
A prefeitura informou ainda que na noite de quarta-feira (30/3), fez uma reunião de negociação com professores e garantiu o pagamento do Piso Salarial Nacional.
No entanto, a categoria afirmou que o órgão não apresentou proposta para ela.
“A proposta não foi descrita, não estava documentada, ela relatou que a proposta do governo era repassar o reajuste linear para o funcionalismo público, ou seja, e a possibilidade de reajustar para os professores que estão na categoria A, na base A, só que não contempla todos os professores”, afirmou uma professora.
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g1 BA
