Taxista é preso por usar carro para traficar armas para várias facções criminosas, diz polícia

A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira (11/3) o taxista Bruno Amaral Guedes de Souza, o Bruno Buika. De acordo com as investigações, ele usava o carro como um disfarce para traficar armas.
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Segundo as investigações, na porta do Aeroporto Santos Dumont, ele chegou a se gabar de estar sempre longe dos olhos da polícia.
“Vai pegar como, filho? Esquece. Vai pegar nunca”, afirmou Bruno em um vídeo.
O delegado responsável pelo caso, Victor Tutmann, afirmou que ele gostava de se exibir.
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“Conseguimos descobrir que ele trazia armas vindas do Paraguai para revendê-las no estado do Rio de Janeiro, abastecendo diversas facções criminosas. Ele tem um perfil exibicionista. Ele se vangloriava da qualidade do equipamento que comercializava, inclusive diminuindo os concorrentes. Ele tinha uma atividade paralela e a usava para a entrega destas armas”, afirmou o delegado, titular da 28ª Delegacia de Polícia (Praça Seca).
Às 6h desta sexta, agentes da delegacia prenderam Bruno em casa, em Bangu, na Zona Oeste. Ele já tinha anotações por dano e estelionato. Sem se preocupar, ele levava fuzis até o banco do carona e fazia ameaças.
“Olha a firma aí. Bota a cara pra tu ver”, afirmou Bruno em outra gravação.
Segundo os policiais, Bruno Buika, como é conhecido, apostava no disfarce do táxi para rodar pela cidade fornecendo fuzis, pistolas e munições para quadrilhas de diversas favelas do Rio.
As investigações começaram há pouco mais de dois meses, com o início do Programa Cidade Integrada. Bruno era um dos fornecedores de armas do Jacarezinho, uma das comunidades ocupadas. O material obtido pelos policiais o mostra negociando a venda.
“Só tem 20 caixinhas. Copacabana, aqui é de verdade. Não tem história”, disse Bruno em um trecho.
Em um áudio, ele fala para um traficante que o carregamento da semana já estava todo encomendado.
“Vai chegar, sim, mas já tem dono. Vão chegar 70 caixas de 62 [munição para fuzil calibre 7,62] e 50 de 5,56 [outro calibre]. Mas já tem tudo dono. Só se der ruim, se alguém desistir, e acontecer alguma coisa de errado”, disse Buika.
Segundo as investigações, ele vendia pelo menos dois fuzis por semana, que eram trazidos de São Paulo e do Paraguai.
“Bagulho tá caro. Caixa de AK [munição de fuzil] tá R$ 1.500,00. A caixa de 62 tá R$ 750,00”, afirmou Bruno.
Os investigadores informam que, para ele, não importava a facção, somente o lucro, que ele fazia questão em contar e exibir.
Segundo o delegado responsável pela apuração, na prisão, ele preferiu ser discreto.
“A prisão aconteceu no cumprimento de um mandado de busca e apreensão, deferido no âmbito da investigação, onde foram arrecadadas munições de fuzis dos mesmos calibres que ele vendia. E ele se manteve em silêncio”, disse o delegado.
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