Vereador é preso pela PF durante operação contra maior milícia do Rio de Janeiro

O vice-presidente da Câmara de Vereadores de Nilópolis, na Baixada Fluminense, foi preso nesta quinta-feira (10/3), na operação Hoste, da Polícia Federal e do Ministério Público do Estado (MP-RJ), contra a milícia que já foi de Ecko, a maior em atividade no Rio de Janeiro.
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Segundo as investigações, Mauro Rogério Nascimento de Jesus, o Maurinho do Paiol (PSD), é o chefe da submilícia de Nilópolis, um pequeno município com a maior densidade populacional do RJ. Além dele, agentes prenderam outras sete pessoas, dentre elas, dois policiais militares.
O grupo paramilitar de Maurinho do Paiol integra o bando que já foi de Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto ano passado, hoje nas mãos de Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, irmão de Ecko.
Agentes saíram para cumprir, no total, 19 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital, nas cidades do Rio de Janeiro, Nilópolis e Mesquita.
Ao ser preso, Maurinho negou, ao g1, fazer parte de uma milícia, mas não deu mais declarações. O PSD e a Câmara de Nilópolis ainda não se manifestaram sobre a prisão.
Aliança com traficantes
O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) afirma que, além de atuar em Nilópolis, o grupo criminoso opera em São João do Meriti e no bairro de Anchieta, na capital.
Esse grupo paramilitar, segundo a força-tarefa, possui como principais atividades a exploração de serviços de gatonet, a venda de botijões de gás, o comércio ilícito de cigarros e o controle sobre pontos de mototáxi, com a cobrança de taxas.
“A organização é estruturalmente ordenada e possui dimensões consideráveis, atuando de forma setorizada, mediante a prática de crimes como homicídios e extorsões”, detalhou o Gaeco.
“Ao expandir seus domínios para a comunidade Az de Ouro, em Anchieta, passou a atuar também no tráfico de drogas, fazendo parte da cúpula da comunidade, ligada à facção criminosa TCP”, emendou.
O nome Hoste é uma referência “à maneira hostil e agressiva através da qual essa organização de pessoas impunha sua dominação naquela região”.
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g1

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