Seap apura denúncia de ‘atos libidinosos’ entre mãe de menino Henry e advogado na cadeia

Mulheres que estiveram presas com Monique Medeiros no Instituto Penal Oscar Stevenson, presídio em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, afirmaram em depoimento que a própria interna relatou ter tido “atos libidinosos” com um advogado dentro da cadeia. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-RJ) abriu um procedimento para investigar os relatos.
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A mãe do menino Henry, que foi morto em 8 de março de 2021, dividia a cela com um grupo de seis internas, todas presas por crimes de grande repercussão no Rio de Janeiro. Ficou evidente que a relação de Monique com as outras detentas era longe de ser pacífica.
Ao ser interrogada no Tribunal de Justiça sobre a morte do filho, ela denunciou ter sido alvo de agressões e ameaças na penitenciária Santo Expedito, para onde foi transferida em janeiro. A juíza do caso, então, determinou que uma interna específica fosse transferida da cela onde Monique estava.
Uma das mulheres que narra o suposto ato entre a mãe de Henry e um advogado é Elaine Lessa, mulher do policial reformado Ronnie Lessa, presa por tráfico internacional de armas. A outra presa é Fernanda de Almeida, a “Fernanda Bumbum”, acusada de planejar a morte de uma rival de procedimentos estéticos.
Fernanda Bumbum disse que Monique teria usado “roupas inadequadas” na visita de um advogado e acrescentou que as outras presas da cela poderiam confirmar a versão — o relato foi confirmado em documento obtido pelo g1.
No depoimento, Fernanda também disse que, segundo Monique, o advogado era “apaixonado por ela” e faria de tudo para que ela deixasse a cadeia. A versão foi confirmada pelas outras cinco detentas.
Todas as seis afirmaram ter ouvido da própria Monique, ou de pessoas próximas a ela, que durante uma visita à cadeia onde a mulher estava presa, um dos advogados que a defende teria se masturbado enquanto ela exibia os seios.
O ato teria acontecido no parlatório da cadeia (foto abaixo), onde há portas e não há câmeras de segurança. Um vidro separava a detenta do defensor. Nas declarações, o grupo de mulheres não especifica quando o ato teria ocorrido e nem quem era o advogado de defesa de Monique Medeiros.

Quatro detentas contaram que a revelação foi feita no meio do convívio das presas. Outra disse que o fato foi narrado durante uma discussão entre Monique e Fernanda.
A versão das outras presas passou a ser investigada pela Seap, e um procedimento disciplinar foi aberto pela pasta. De acordo com apuração do g1, Monique terá que depor à Comissão Técnica de Classificação (CTC) da secretaria e, se for punida, a infração será anotada na ficha dela.
O registro na ficha prejudicaria o índice de comportamento de Monique, que é usado como parâmetro para avaliações em progresso de regime. Sobre o advogado, a Seap disse que oficiou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) sobre os termos das detentas.
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g1

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