O policial federal Lucas Soares Dantas Valença, de 36 anos, que ficou conhecido nacionalmente como “hipster da Federal”, morreu em Buritinópolis, no centro de Goiás, na madrugada desta quinta-feira (3/3), após invadir uma casa e ser baleado pelo morador, segundo a Polícia Civil. O agente atuou como escolta do ex-deputado Eduardo Cunha, quando ele foi preso, durante a operação Lava Jato.
Familiares e amigos relataram à Polícia Militar que o policial se encontrava em surto psicótico desde o dia anterior, conforme o boletim de ocorrência. Lucas teria gritado do lado de fora dizendo que “havia um demônio” na residência, antes da invasão.
Investigação
O delegado Adriano Jaime, que investiga o caso, disse que o morador foi preso por posse irregular de arma de fogo, mas pagou fiança e aguarda a conclusão da investigação em liberdade.
“Como as circunstâncias do fato indicam que o autor agiu em legítima defesa, estava dentro da sua casa e defendendo a família, optamos por continuar as investigações somente por meio de inquérito”, esclareceu o delegado.
O Instituto de Criminalística esteve no local para fazer a perícia da cena do crime e detalhar como aconteceu a invasão e os disparos.
Como aconteceu
No interior da casa estavam o dono, a esposa e a filha do casal, de 3 anos. O morador contou à polícia que ouviu barulhos de gente em volta da sua residência e uma gritaria com diversos xingamentos. Foi quando a vítima desligou o disjuntor de energia que fica do lado de fora e arrombou a porta da sala.
Diante da escuridão e com medo, o homem atirou no policial com uma espingarda. A bala atingiu a barriga. Ele alegou à polícia que agiu em legítima defesa.
Ainda segundo a ocorrência, uma ambulância foi chamada para prestar socorros médicos, mas a vítima já estava morta no local.
O dono da casa relatou que atirou na direção do invasor, mas que até então não sabia quem era. Após religar o disjuntor de energia, ele viu o policial baleado e chamou a polícia e a ambulância.
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